Universo que não Percebemos (3): Criar Responsabilidades para Fugir de outras.

Sem títuloHey Galera!

Andei meio sumido do blog. As coisas andam meio corridas e eu tenho poucas ideias de conteúdo e muita preguiça de escrever as que tenho haha. Mas o blog anda ganhando mais acesso mesmo sem eu me esforçar, por isso quero ao máximo conseguir ser frequente e participar mais da blogosfera. Seguimos ao tema do post:


O que seria criar responsabilidades para fugir de outras?

É uma forma simples de acabarmos de uma maneira confortável com crises interiores, envolvendo tomadas de decisões ou a necessidade de encarar certos fatos.

Ela consiste em selecionarmos uma grande responsabilidade para o nosso universo e justificarmos a negação de tantas outras responsabilidades por causa desta citada anterior. Por exemplo: Eu não tenho como brincar com as crianças, fazer o trabalho de casa do meu filho mais velho com ele e lavar o banheiro de casa, pois passo o dia inteiro trabalhando.

Esse é um exemplo bem básico mas que pode se aplicar em tantos outros contextos. Quando temos medo de enfrentar uma nova carreira e começar do zero, medo de não conseguir o dinheiro desejado praticando aquilo que nos é verdadeiro: Não tenho como fazer minha faculdade e não vou Cursar artes Cênicas por que isso não da dinheiro e preciso me sustentar.

Novamente, por muitas vezes, sentimos medo e acabamos criando uma responsabilidade exageradamente grande, que pode ser enorme de verdade ou idealizamos ela de forma enorme, para encobrir nossas duvidas e nos mantermos numa bolha protetora de conforto.

O ideal nesse caso é perder o medo de desafios e termos coragem de assumir aquilo que nos é realmente verdadeiro e essencial, seja ser desenhista, biólogo com desejo de trabalhar com animais ou ser músico (escolhi tais exemplos pois geralmente são modelos que muitas pessoas deixam de lado para escolherem outras carreiras como contabilidade e administração apenas por motivos financeiros). Além disto não podemos utilizar uma responsabilidade para encobrir outras. Não é justo deixar de passar tempo com nossos filhos e desenvolve-los para deixa-los na frente de uma televisão pelo motivo de que trabalhamos o dia inteiro, ou deixar de cuidar da casa pois isso não é responsabilidade de um homem. Entre tantos outros exemplos não podemos deixar de lado desafios lançados a nós pelo nosso universo justificando isso de forma egoica.

Basicamente… Devemos assumir mais desafios que desejamos sem medo de tenta-los e enfrentar mais responsabilidades que temos que nos foram oferecidas por nosso universo interior e aprender a enxerga-las não como obstáculos mas sim como oportunidades de aprendizado para assim aproveitarmos ao máximo nossas vivencias.


Espero que tenha conseguido ser claro e que as ideias desse quadro possam fazer sentido a todos vocês que leem o blog. Se ficou algo confuso, discorda ou quer acrescentar algo basta comentar 😉

Apesar de Você

Sem temer

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu

Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Lá lá lá lá laiá

FORA TEMER! E depois?

temer-1439064.jpg

Primeiramente Fora Temer!

Em segundo geralmente está o Aecin.

Em terceiro vamos ao tema do post.
Nos últimos tempos a política brasileira na internet produziu 3 grandes massas de Escândalos, Textões e Memes. De certo o que ficou bem claro é que com todas as nossas diferenças ainda sim a população brasileira concorda que nosso presidente ou deve sair ou não deve ficar. Mas, se há uma insatisfação generalizada com a política nacional além de inúmeras denuncias e processos voltados contra Temer neste governo, por que então ele ainda se mantém no poder?

Muito provavelmente por termos uma cultura de organização político-social fragilizada. Nós temos a consciência – até mesmo por que sentimos “na pele” –  que nosso modelo político é totalmente deteriorado. Porém, numa escala de grande massa, não temos a bagagem ideológica ou teórica para criticar e, o mais importante, projetar um novo modelo que atenda nossas necessidades como sociedade. Assim nossa população consegue criar um movimento de luta contra a má gestão política mas não tem força de movimento para se organizar e criar um projeto de nação.

Nós não debatemos Metas!

Veja, hoje a sociedade brasileira não tem de forma clara e palpável nossas metas como nação. Qual é o plano nacional para a Educação até 2024? O que queremos alcançar até 2030 com a Saúde publica? O que esperamos sobre o índice de casa própria por pessoa até 2026?

Dormimos e acordamos todos os dias olhando para os jornais esperando que o Dólar caia e a Bolsa suba e resumimos todos os problemas nacionais focados numa formula econômica simples, que em muito pouco representa e expressa a real situação do país.

Além de lutar e combater os problemas politicos nas redes sociais ou nas ruas nós temos de ir além e tomar um passo mais a frente. Devemos começar a desenvolver uma politica que possa respeitar nossa opinião e ideias. Enquanto deixarmos que Eles pensem por nós nunca teremos um modelo político saudável e de qualidade.

Temos de mudar nossa forma de pensar e deixar de lado a ideia de que Basta votar e a partir disto nossos políticos devem pensar por nós. Eles devem levar ao debate nossas opiniões e desejos e não tomar toda e qualquer decisão sem realmente levar em conta nossa opinião. Precisamos vivenciar e participar mais de nossa política nacional.

Hoje o nosso cenário nacional se encontra num momento muitíssimo frágil. Pois nós queremos derrubar um presidente mas não temos clareza em quem colocar no lugar – não vou ignorar aqui o favoritismo de Lula, mas o mesmo está sujeito a qualquer momento em se tornar ilegível como opção. Assim sendo precisamos para de esperar para ver o que vai acontecer, tomar decisões precipitadas, tal como apoiar a queda de Dilma, sem olhar para consequências, já que a aprovação de Temer é menor do que o da Ex-presidenta – sem levar em conta no fato de votar em Dilma sem se preocupar com ter Temer de Vice.

Precisamos urgentemente parar de criar guerras mesquinhas, cair na sedução do atraente comportamento de criticar tudo e a todos sem nenhum tipo de reflexão e de divinizar figuras políticas ou partidos. Precisamos discutir de forma sóbria nossos problemas sociais, nos identificar como sociedade, como um único organismo vivo e precisamos urgentemente criar um modelo de projeto de nação com metas claras do que desejamos para os próximos anos.

Se tivermos claro isso, logo não teremos dúvidas de como moldar e escolher os rumos de nossa política.