Sobre a Dona Morte

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Por: Mauricio Lahan Jr

Ela chega sem dizer nada
Parece que já é de casa.
Me olha sentado no sofá
Meio jogado talvez, sei lá.

Numa mão um Copo de Whisky
Em outra uma Colt .38

A mulher senta ao meu lado,
Impaciente, a mexer suas pernas cruzadas.
Loira, Sexy de Vestido negro,
Bem como o velho Bukowski dizia.

Olha para mim:
“Vamos querido! Estou com pressa”.

Fecho meus olhos e respiro fundo
Depois de um pequeno zunido me levanto.
Um corpo permanece sentado no sofá
Meio jogado talvez, sei lá.

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Sobre o nosso segredo

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Por: Mauricio Lahan Jr

“Shiiuu.. Nós não podemos mais!”
Ahh, como gosto quando elas me dizem não.
Lhe abracei e olhei em seus olhos, encostamos o rosto de um ao outro e sentimos de perto o ritmo de nossa respiração, então a beijei, enquanto ela balançava a cabeça negativamente.
Foi leve, calmo, intenso e com muito carinho.
Ela aceitou, retribuiu e ali ficamos por alguns momentos. Como se cada toque de nossas linguás e lábios fossem um agrado a alma.
Não podíamos… Ela tinha medo… Mas algo nos fazia continuar.
Nossos olhos se encontraram novamente e mantivemos alguns toques e olhares por alguns instantes. Ouvimos Clarice, Leoni, Nando e Hermanos. Ela sorria, daquele jeitinho delicado de uma menina com um coração Frágil, ou talvez fosse apenas parte do seu charme de mulher. Puxou meu braço em torno de seu pescoço e recostou sua cabeça em meu peito, eu a envolvi com o outro braço e por um momento não senti mais nenhum medo ou receio de sua parte, talvez pouco importasse se naquele mesmo instante fossemos descobertos.
Permanecemos assim por algum tempo, uma conversa sem palavras em uma noite fria mas que nos aproximava cada vez mais enquanto aguardávamos o que seria de nosso próximo dia.