Poema nº 54

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Por: Anderson Estevan

Os fogos de artifício
Queimam
Todos os sonhos 
Noturnos
Que alguém poderia 
Imaginar 
Em meio à escuridão
Um poema age assim
Rasgando a carne,
A carapaça etérea 
Que nos faz pedaços 
Retalhos mal feitos
De papel mache
Estraçalhados de pólvora
Disformes e espalhados
pela areia das horas
E o presente da manhã chega
(A manhã sempre chega)
Fazendo da palavra morta
Cinzas e restos mortais
Que um dia sumirão
Não há escapatória
Muito menos atalho
Que encontre o chão
E o imenso universo
Escondido em um grão
Pequeno pedaço de vida

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