Ao viajante

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Por: Anderson Estevan

 

Divido-me em pedaços

esfarelados em fragmentos perdidos

recolho o viver estilhaçado

sobram-me alguns velhos resquícios

 

Queira Deus e um dia ainda espero

pintar o céu de vermelho ou amarelo

criar vida em tacho de marmelo

ruir muros, mover castelos

 

Reflito por um breve momento

Logo tudo pode ter sido em vão

olhos fechados, joelhos dobrados

Uma prece, uma oração

 

Sangram-me os olhos, ouço a razão

Grito, insulto e mordo. Haverá uma opção

Um pouco de vida um pouco de morte

segue o caminho, ruma para o norte

 

Desde que cheguei aqui

enfrento este dilema profundo:

A cada instante mais longe da vida

e na mesma medida perto de virar defunto

 

É fato, é fio, é pavio

(Aceso ou no escuro)

 

É mudança, infância, fiança

(Sua cabeça aberta e cheia de esperança)

 

É o caminho, colírio, canastra

(Joga tudo que tiver em aposta máxima)

 

É o feijão, o arroz, a saliva

(Pois somente se pisa nesse chão uma vez na

vida)

 

Até logo, vou-me embora

sigo aquela estrada estreita

Que o caos lhe acompanhe

e que mantenha a mente sempre acesa

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6 responses to “Ao viajante

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