Os invisíveis

Quinta da Amizade! Vou separar umas indicações de blogs da galera que eu gosto de ler todas as Quintas. Espero que apreciem da mesma forma que eu (:

Púrpura

o homem

Relacionar-se com um homem invisível tem lá suas vantagens. Primeiro que não tenho que introduzi-lo ao ambiente, as pessoas nem sequer notam que ele está lá. Segundo que a atração física nunca cessa, se em um dia, por exemplo, ele aparenta mais cansado, feio, desajustado, nunca saberei. Terceiro, as pessoas não podem cobiça-lo.

Muito me elogiam, porque eu rio sozinha, visto-me para mim mesma, sou minha própria companhia – mas isso não é verdade. Os cantos dos meus lábios sobem para alguém que não consegue ser visto, e eu procuro combinar bem os meus trajes para que ele observe e sussurre ao meu ouvido um comentário lisonjeiro, dificilmente eu estaria sozinha.

Mas de uns tempos para cá, ele deixou de me ver regularmente. Se alguns homens se tornam invisíveis pela falta de presença, não foi assim conosco. Ele sempre esteve lá, e eu sabia, porque posso enxerga-lo: ou eu…

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Memória

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“se as nossas lembranças voltarem e, entre elas,
a de momentos em que te desapontei, ou de atos
condenáveis que eu um dia possa ter cometido
e que a façam olhar para mim e não enxergar
mais o homem que você está vendo agora,
me prometa uma coisa pelo menos:
prometa, princesa, que não vai esquecer
o que sente por mim no fundo do seu coração
neste momento”

A algum tempo vem surgindo no meu universo pessoal muitos símbolos envolvendo um tema extremamente complexo e completo: Memória.

Recentemente, duas grandes obras colocaram esse tema em foco na minha vida e de forma muito clara. A primeira foi “Vingadores: Ultimato”. Numa forma alucinante, este foi o evento que mais aguardava com ansiedade deste o ano passado. Já a Segunda obra foi o contato com o Livro “O Gigante Enterrado”, uma leitura obrigatória para todo bom amante de literatura, um texto leve e fluido extremamente cativante, delicioso de se ler.

Vingadores foi, disputando ali o lugar com a ultima temporada de “G.O.T.“, provavelmente o maior acontecimento da cultura pop/geek/nerd que 2019 poderia produzir. E basicamente a trama inteira do filme é baseada numa busca em revisitar toda a trajetória dos 10 últimos anos de filmes da Marvel no cinema. Não somente relembrando momentos mas fazendo com que seus personagens pudessem olhar para trás e se questionarem, preencher lacunas de suas histórias e acertar pontos que muitas vezes ficaram inacabados. Esse filme me acertou em cheio! Mesmo prestando muita atenção na gigantesca tela “Imax”, não pude evitar me perder em momentos de devaneios imaginando estar no lugar daqueles personagens. Não vivendo suas histórias e aventuras, mas tentando trazer a mente como seria poder voltar no tempo, buscando memórias que estavam deixadas ali em algum canto na minha mente, algumas em lugares mais protegidos e bem cuidados e outras em locais um pouco abandonados do meu cérebro.

Eu vi momentos da minha vida em aquelas poucas horas de filme que me fizeram refletir bem a fundo e brincar com a ideia de que se eu pudesse mudar algo, será que o faria? Naquele momento sim. Todas elas. Acredito que a emoção do filme te faz pensar muito em memórias na qual você deseja revisitar e alterar, em oportunidades que você considera como perdidas. Mas ai, veio a segunda parte.

O Livro vencedor do Nobel de literatura em 2017, O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro, ampliou todo aquele sentimento que eu vinha nutrindo, após assistir o filme dos heróis mais poderosos da Terra, ao longo de semanas. A Obra literária, mais profunda, mais densa, que não poderia ser digerida em apenas três horas de cinema, trabalhou uma ideia mais imersiva sobre as lembranças guardadas em minha mente.

O livro não apenas fala sobre memória, mas nos leva a pensar sobre a importância de termos ou não especificas lembranças e o que em sí tais memórias podem influenciar ou não o que somos hoje. Ishiguro me fez pensar que talvez fosse muito importante guardar memórias que possuo ao invés de desejar muda-las. Me fez refletir que hoje sou o que sou por tudo que passei e que não faria diferente no passado, afinal se eu souber o que acontece antes de acontecer e basear minhas escolhas já conhecendo o resultado logo, se  volto ao meu passado ele se torna meu presente, assim como o Hulk explica no filme. Eu percebi que só posso brincar de imaginar escolhendo caminhos de um passado alternativo na minha vida se antes tenha já vivido e aprendido com eles. E foi aprofundando esse pensamento que percebi, ao fim, o valor e a importância de cada lembrança que constrói, ao longo dos anos, pedaço por pedaço da pessoa que sou.

Muitos de nós passamos eternos dias e meses parados no tempo, refletindo “Como a vida poderia ser diferente”. É uma reflexão válida. Porém não podemos desvalorizar todas as provações, problemas, dificuldades e alegrias pelas quais vivemos cada dia, cada hora e cada instante. Nossas memórias estão ali, guardadas por um bom motivo. Não para termos uma bolsa de arrependimentos nas costas sobre tudo aquilo que foi e deixamos ir, mas sim para podermos revisitar a nós mesmos e entendermos como foi feita a construção do ser humano que somos além disto servirá para entender como tal formação criou os laços que temos com as pessoas em nossa volta.

A memória assim como o tempo deve ser colocada como um dos bens mais importantes do ser humano e devemos valorizar cada instante de história que pudermos lembrar sobre nós mesmos. Manter lembranças vivas dentro de nós é a melhor forma de aprender ou ensinar sobre o homem ou mulher que nos tornamos.

Opinião: Política – Dialogo Sim, extremismos não!

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Já aviso que o titulo é clickbait, afinal eu não concordo com ele.

Na ultima sexta, dia 24, o “Conversa com o Bial” trouxe Tabata Amaral (PDT), Kim Kataguiri (DEM) e Felipe Rigoni (PSB) para conversar sobre politica. Todos os 3 são deputados com um numero bem grande de votos e representam uma revitalização politica. Isso é o que tanto eles como a maioria de seus seguidores os classificam.

Não vou debater a fundo os temas e a entrevista em sí. Mas gostaria de opinar sobre o ar e a ambientação deste programa em especial. Logo no começo se apresenta a Tabata como uma politica da Esquerda, o Kim como um Liberal e o Felipe como um deputado de um partido historicamente voltado a esquerda mas que apoia a reforma da previdência, pauta considerada especialmente importante por aqueles que se intitulam estar a direita.

Foi na primeira parte em que um dialogo entre Kim e Tabata sobre Fake News terminou com um aperto de mão muito amigável entre os parlamentares e uma salva de palmas encorajadora vinda do publico. E é esse o ponto que me incomoda.

Politica é realmente um campo que deve ser feito e se baseado através do dialogo. Mas esse dialogo tem de ser Honesto e feito em prol do povo. Justamente por essa nova geração estar ligada e conectada 24 Horas ao dia acabam se criando regras sociais que não necessariamente são corretas. Parece que para se ter sucesso nessa nova politica criou-se uma especie de politico especial que não deve ser extremista, que deve se colocar no centro a direita ou a esquerda, que foge da polarização e do “ódio”

Isso é perigoso. Estão vendendo coxão duro como se fosse filé mignon. Se o deputado X defende uma pauta de reforma que segundo o líder do seu partido diz que é um assalto ao povo brasileiro e que trará miséria para a população mais carente, assim como o Ciro Gomes classifica a reforma da previdência, logo não se deve fingir diplomacia como num baile de mascaras. É tosco e ultrajante. Segundo a própria posição do PDT a ideia desta reforma é vil e cruel, colocando Kim como uma figura central de um grande mal que recairá sobre a sociedade. Você não aperta a mão de gente assim.

Essa nova “politica” ou nova geração como eles preferem se classificar parece ser formada de Youtubers que precisam agir de forma a agradar uma maioria para se ganhar visualizações. Tu precisa ser famosinho e politicamente correto. Isso é um nojo. É um teatro.

Fugir do que se chama “Extremismo” é uma desculpa para aqueles que não tem o interesse real no assunto. Querem ficar no centro por que não entendem por completo nem o lado de um nem o do outro. Não se aprofundam. E isso é o grande erro. Andar no centro é não ter a capacidade de escolher lados. E a politica deveria ser feita por aqueles que escolhem o lado do povo, pois é o povo que os coloca aonde estão. Ser de centro é ser raso, longe do aprofundamento e não ter coragem de firmar suas posições e convicções.

E não se enganem! Brizola tinha lado e o DEM do Kassabi também tem. Essas crianças brincando de figuras politicas estão mais preocupadas em fazer engrandecer seu nome ao invés de terem coragem para enfrentar o real desafio de defender o povo.

Cerveja, Frio e Red Hot

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You don’t know my mind
You don’t know my kind
Dark necessities are part of my design, and
Tell the world that I’m
Falling from the sky
Dark necessities are part of my design

A meia luz, da sala iluminada pelas dezesseis horas que deveriam ser lá fora, fazia contraste com as imagens e sombras pulando na tela da televisão. Uma lata de cerveja gelada na mão direita introduzindo um liquido raso e amargo que escorregava pela língua passando garganta a dentro.

Havia uma coluna também. Feita de ossos, localizada no centro das costas, levemente dobrada, próxima a região do pescoço. A pior e mais confortável posição para simplesmente se deixar livre em cima de um sofá meio cama.

Um barulho sonoramente agradável preenchia a sala de estar no volume setenta e quatro, por que números quebrados tem um certo “qué” atrativo, faz com que você se sinta fora da curva, talvez um ser diferenciado que não pensa como todo mundo.

Aquelas pessoas do outro lado da rua nunca vão entender seus prazeres ou os nossos. Elas simplesmente parecem ter os mesmos gostos e sabores, o que não muda o fato de você vivenciar suas experiencias de igual forma quando se está encurralado de toda essa gente. Bem no momento em que se atravessa a calçada. Talvez elas tenham as mesmas necessidades estranhas que você, para se aliviar do dia a dia falso, recheado de sorrisos, beijos, abraços, fofocas, reclamações do chefe e abusos sexuais nos vagões do metrô super lotado.

Será que o vizinho ao lado fica nu enquanto canta e dança como o Renato russo na frente de um espelho grande? Ou talvez aquela secretária dos cabelos cheios fica vendo pornografia de transgêneros a noite toda e por tal motivo sempre tem olheiras profundas durante a manhã de serviço. Talvez a sua tia amélia esteja no Tinder procurando jovens a qual possa gastar suas sobras de dinheiro enquanto o tio Valter cheira cocaína todo santo dia pela manhã e após o almoço.

Será que a gerente geral do escritório de advocacia se diverte sozinha vendo desenhos e comendo docinhos entre a atualização de seu Storys com uma foto a frente do “PC” e outra naquela balada sertaneja de alto padrão?

Afinal de contas será que entendemos ou estamos prontos a conhecer as necessidades mais puras e simples que cada um, deste e do outro lado da cidade, sentem e não podem compartilhar? Estranho pensar que o mais normativo está profundamente enterrado em nossas obscuras e diferentes necessidades.

Los Hermanos – 18/05/2019

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Eu estava pensando em escrever sobre memória. Estou terminando o livro famoso do Kazuo Ishiguro e a algum tempo venho conversado com um camarada sobre a questão da memória e esse tema que em nossa opinião também foi tratado muito brilhantemente no filme dos Vingadores.

Mas decidi mudar de ideia. Pois pensando sobre o tema me veio em mente o ultimo Show da turnê do Los Hermanos que aconteceu em São Paulo no Allianz Parque.

Foi nesse momento que percebi como é bom revisitar algumas coisas do passado. Coisas que estiveram ao seu lado dia após dia. Que te acompanham e que estão ligadas a momentos e sentimentos, tendo a sorte de poder ainda ao longo de todos esses anos ter os mesmos momentos e sentimentos.

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Fazia tantos anos que fui a ultima vez num show dos caras e já são tantos mais que ouvia as musicas dos seus 4 CD’s que a principio não parecia que seria uma noite espetacular.

Na verdade, eu já estava até enjoado de ouvir Los Hermanos. É uma das poucas bandas que conheço praticamente todas as letras de todos os CD’s. E como já tive a experiencia de ver um de seus shows então a “Hype” estava bem baixa.

Não tive pressa de ir ao show, chegar cedo para conseguir os melhores lugares ou ficar com o frio na barriga e a ansiedade, contando as horas para o evento. Mas isso foi antes de chegar no lugar…

 

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Quando entrei no estádio estava acompanhado de uma boa galera. Um camarada da Faculdade, que na época foi o meu maior parceiro de estudos e o qual eu mais dividi ideias e ideais, e seu amigo. Meus dois primos que tenho como irmãos de vida e que convivemos juntos desde pequenos, responsáveis por me apresentarem a banda a uns 11 ou 12 anos atrás. E a minha namorada. Que me acompanha até o inferno se for preciso e que mais do que isso se apaixonou pela banda quando eu a mostrei.

Além disto, havia encontrado um casal de amigos, dentro do estádio onde o show iria acontecer. Também estava no local uma amiga de infância mas, infelizmente, não consegui encontra-la no meio daquela multidão.

Por fim, parecia tudo perfeito. Meus irmãos de vida, amigos no qual passei anos dividindo ideias, conhecimento e ideologias e a Mulher que eu Amo.

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Bom. Então o show começou. E tudo aquilo que pensei, de que não haveria borboletas no estomago, emoções descontroladas e ansiedade, mudou.

Acabamos nos enfiando no meio do povo até o mais próximo do palco possível. Cantamos. Gritamos. Ficamos sem voz. Nos abraçamos, pulamos e nos debatemos. Toda aquela energia ainda era a mesma depois de tantos e tantos anos. E mesmos que os barbudinhos parecessem um tanto velinhos em cima do palco ainda sim cantavam com toda força de vontade. Havia sinceridade na voz daqueles caras.

Praticamente duas horas e meia de show, uma visita por todos os quatro CD’s da banda. Por todas as suas fases. Por todas as nossas fases. A cada música memórias e mensagens voltavam e vinham a tona. O tempo que dividimos e ainda vamos dividir. Los Hermanos é uma banda histórica. Odiada por uma multidão, sim! Mas que após anos longe da mídia, sem produzir novos discos, consegue lotar estádios pelo país inteiro e gravar fundo suas letras na memória de seus fãs!

E isso é o foda sabe? É passar anos longe mas quando se está lá parece que nunca esteve tão perto. Todas aquelas letras que a tempos e tempos não havia escutado ou cantado saiam simplesmente da nossa boca, de todos nós. Como se nunca tivéssemos deixado de canta-las.

 

“Eu só aceito a condição de ter você só pra mim..
Eu sei não é assim,
Mas deixa eu fingir.. E rir!”

Pausa para um café com Kafka – Part I

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Primeiro pedacinho de um conto que escrevi um tempo atrás, espero que apreciem ~~

Eu poderia conquistar a porra do mundo todo. Tenho certeza que conseguiria. Sou capaz e competente para isso e vejo tanta gente mediana ou sem… Como posso dizer… Sem brilho que está por aí cheia de dinheiro no bolso.

É! Eu poderia ser um cara cheio de dinheiro no bolso, mas eu não ligo para isso. De verdade. Não quero ser o cara cheio do dinheiro. Eu quero ter o mínimo para viver bem. Sei lá, uns quinze mil mangos por mês tava ótimo. E eu sei que eu posso conseguir isso.

Basta eu ter uma grande idéia e já era. Vai ser de boa. Se esses caras chegaram até lá por que é que eu não posso? Eles não tem nada na cabeça. Só falam futilidades, nunca, sequer, tocaram num livro e os poucos que tocaram foram aqueles “Best sellers” de autoajuda. Fico puto com esses filhos da puta de alma vazia compartilhando suas frases de efeito no Story do WhatsApp.

“Vá aonde ninguém foi e mostre a eles que, enquanto os outros se divertem, você estava vencendo mais uma batalha” – Alcatéia

Alcatéia de cu é rola. To cercado de gente assim. Uns caras que tiveram oportunidades e outros que estão na fila esperando essa chance. Todos lendo autoajuda. Autoajuda é um câncer que se espalhou mais rápido que a dengue. Eles dizem: Seja Foda, Ganhe Dinheiro, Pense como um Milionário, Ligue o Foda-se, Acorde seu Gigante, Seja mais do que os outros acreditam… E assim vai. Um montante de tutoriais dizendo que você deve ser feliz, proativo, firme, dedicado, dinâmico, ousado, disciplinado, sonhador e etc, etc, etc.

Nem vou entrar no mérito de falar sobre igreja. Se for entrar nesse tema… Ahhh… Não. Eu prometi que não ia falar da Igreja.

Kafka escrevia sobre a solidão, depressão, frustrações e tudo o que for contrário aos temas que citei anteriormente e sabe por que? Ele falava sobre a realidade. Isso, vou soletrar:  RE-A-LI-DA-DE.

Mas de onde eu tirei Kafka? Como assim Roberto? Eu estou sendo muito rápido para você. Foda-se. Pega o pó de café ali no armário, por favor. A questão é que Kafka falava sobre a verdade que era a vida. O que ela ainda é. O cara tinha sentimentos sabe? Verdadeiros, não esses que a gente se força a demonstrar dia após dia. E ele sentia isso. E eu sei que você sente também.

Existe alguém ou alguma coisa lá fora que está fodendo sua vida. É algo que está além da sua compreensão. Algo que você não sabe quem ou o que é, mas sabe que existe um sistema, um mecanismo, um demônio, uma força universal da natureza que tá te fodendo.

É o acordar cedo todos os dias, se melecar no suor do abafado trem misturando oxigênio e bactérias divididas entre pessoas que você nunca vai saber o nome. Aguentar o ar condicionado, as dores da bursite e da tendinite que você desenvolveu em cinco anos trabalhando nove horas por dia na frente de um computador, tendo de suportar o gosto escroto do café da máquina de expresso. Eu mataria, sem pensar duas vezes, o cara que criou a máquina de café expresso e dou graças a Deus que o pessoal aqui do andar decidiu comprar uma cafeteira elétrica.

Leva isso para sua vida Roberto, as coisas mais saborosas da vida devem ser feitas lentamente, para aproveitar o cheiro, o movimento e a textura de tudo. Tudo que tiver expresso no nome não presta, é o pular de etapas, o avançar sem preparo, queimar a largada. É algo com sabor falso. Assim como livros de autoajuda. Agora enche isso aqui com água.

Aonde eu estava na nossa conversa?

Sim, verdade. Kafka.

A literatura de Kafka é como café coado sem açúcar. Como assim não faz sentido? Presta atenção. A verdade é ruim de engolir. É amarga e fode seu estômago. Mas é a verdade e você tem que aceitá-la.

Você precisa enxergar que a probabilidade de tudo acabar em merda é grande. E não adianta o seus longos anos cumprindo horários todos os dias e fazendo o melhor para o crescimento da empresa. No fim você vai levar três tapinhas nas costas, e aí, meu amigo, o Kafka vai estar lá rindo da sua cara. Sabe por que? Porque os livros de autoajuda não te prepararam para isso. Eles dizem que você é individualmente especial mas o mundo te mostra que, na real, tu é só um código de barras. Tu é estática, camarada. Nada mais, nada menos.

We came back again and again!

“Corre, Corre… Corre!
Doce é o vento que te Leva.
Eu não tenho mais a pressa
Ou horas pra contar…”

Heyy Galerinha!

Bom, o Crime sem Castigo nasceu com um intuito. No meio do caminho algumas mudanças transformaram o blog para outros intuitos.

No fim. Aqui estamos. Com muitas indas e vindas. Tentando mais uma vez manter um série de produção de conteúdo, seja sobre o que for. Afinal não importa quantas forem as quedas ou paradas. A gente tem que continuar e persistir não é?

O blog ja teve pouquíssimos acessos, por outro lado houve momentos com muitas visitas e visualizações. Quem sabe um dia a gente se estabelece não é?

Crime sem Castigo!

Escrevendo sobre o que der na telha sem medo de ser julgado. Se esse é o norte do blog então pouco vale se importar com conteúdos específicos, busca de publico alvo ou necessidade de produzir incessantemente para alimentar quem quer que seja o faminto.

Continuaremos escrevendo.

Continuaremos tentando.