Eu sou Samhain

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“Quando o tecido sutil que separa as dimensões se torna mais fino não se pode classificar os mundos ao nosso redor como visíveis ou invisíveis. Está noite estaremos entre o Reino dos Vivos e dos Mortos.”

Muitas tradições pagãs e antigas usavam uma ferramenta chamada Roda do Ano para se orientar entre as mudanças dos ciclos naturais ao longo do Ano. Era uma especie de calendário que marcava tais passagens para que se pudesse ter ideia de quando seria necessário caçar, plantar, colher e etc. Pode-se fazer um paralelo com os meses do ano de nosso calendário ou com a nossa percepção de Estações – Primavera, Verão, Outono e Inverno.

Para celebrar as mudanças energéticas perceptíveis da Terra e assim se manterem em maior conexão com seus Deuses, os antigos começaram a ritualizar tais momentos de transição em 8 grandes festivais realizados nos Equinócios e Solstícios que são chamados de Sabbats.

Samhain é o primeiro Sabbat da Roda do Ano. Ele marca o incio do calendário dessas culturas antigas. Seu ideal é trazer o intuito de resguardo e preparação. Ele representa o momento da ultima colheita do ano antes do Inverno, é o ponto alto e forte do Outono.

Por isso quando ainda se celebra tal festividade nos dias atuais tentamos nos conectar com uma energia de preparação e introspecção.

Para o nosso universo pessoal esse momento deve ser resguardado para uma preparação interior, é o momento de pensar e se aprofundar pelo que passamos no restante do ano e já imaginar e separar quais sementes iremos plantar quando o próximo Inverno acabar.

Elementalmente falando é o Sabbat com a maior carga energética do Elemento Terra. Logo é um momento para finalizar e materializar aquilo que estava se desenvolvendo em outros momentos do ano.

Este Sabbat como é ligado ao fim – do ultimo ano – e recomeço – do novo ano – é também o momento astral onde o tecido que separa os mundos fica mais fino. É quando o universo da carne e o plano astral acaba praticamente se misturando e logo nossa intuição e percepção se tornam mais aflorada. Por tal motivo esse é um bom momento para fazer conexões com suas forças ancestrais, contato com os mortos, experimentar magias de Oráculo e todo e qualquer processo de limpeza.

Samhain é o momento do ano para olharmos dentro de nós e tomarmos a decisão de Sacrificar o necessário. Por isso devemos tentar ao máximo abrir nossos olhos interiores e astrais para perceber o que neste momento se torna mais evidente e que geralmente se esconde com mais facilidade em outros momentos do ano. Olhe para si… Veja o que é necessário ser limpo, ceifado de sua vida e tenha coragem para faze-lo. Se conecte com aquilo que for essencial e verdadeiro. Prepare-se, pois logo será inverno.

É Lula lá de novo?

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Mais um Data Folha em que Lula Lidera nas pesquisas. Mais do que isso amplia seu favoritismo.

Agora devemos esperar que ainda esta semana saia mais uma nova ação da Lava a Jato na tentativa de prender ou inviabilizar a candidatura de Lula.
Pois me pergunto, para que tantas pesquisas um ano antes das eleições? Se não me falha a memoria já é o segundo ou terceiro Data Folha antes mesmo da metade de 2017.

Na minha visão já é certo para a população o favoritismo de Lula, ideia expressa tendo em vista o resultado das pesquisas. Favoritismo esse que só poderá ser mudado a longo prazo ou durante os debates e campanhas eleitorais de 2018. Não vejo motivos para se criar tantas pesquisas presidenciais um ano antes do período de campanhas a não ser um: Sinalizar a Oposição.

Após cada pesquisa grande que demonstra a liderança na opinião publica por Lula a oposição se movimenta de alguma forma, principalmente utilizando a Lava Jato. Não vejo mais sentido em grandes jornais como a Folha de gastar recursos extensos para criar pesquisas de três em três meses, sendo que já se tornou OBVIO a intenção publica de Voto.

Em algumas entrevistas Ciro Gomes – que também está na disputa presidencial – sinalizou que a oposição fará de tudo quanto possível para inviabilizar a campanha de Lula, deixando a ideia de que o intuito não é necessariamente prende-lo mas impedir que possa se eleger em 2018.

Realmente vivemos um período politico muito confuso. A sociedade não tem a menor ideia de um projeto nacional de desenvolvimento e está se apegando cada vez mais a figuras icônicas que fazem sua representatividade por sua imagem, isso fica claro quando observamos Bolsonaro em segundo lugar nas pesquisas e Sergio Moro em quarto lugar. Mesmo elegendo Lula ainda sim a grande massa politica do Congresso e do Senado poderá faze-lo oposição criando assim mais um cenário controverso de um novo Governo Petista.

Espero sinceramente que a sociedade não veja a figura de Lula como um salvador, que resolverá todas as questões econômicas e sociais do país. Que a visão publica possa se interessar e se importar em eleger um congresso e senado coeso com o projeto presidencial e que assim possamos avançar em um novo ciclo que possa desenvolver nosso país.

Acredito que um novo governo de simpatias entre Burguesia e Trabalhadores não seja a solução, mas por falta de melhores opções que venha Lula novamente.

Take a shot in the rain

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Tirei uma pequena barra de chocolate do bolso de meu moletom amarelo e preto. Abri facilmente a embalagem e comecei a mastigar aquele pedaço borrachudo.
Cobri a cabeça com a touca do agasalho quando senti os primeiros respingos da garoa. Acomodei os fones de ouvido e guardei o celular no bolso da calça. A musica alta ajudava com o foco da minha atenção.

“Take a shot in the rain”

Ao longe uma menina caminhava em paralelo sem me perceber. Ela me dá apetite de luta.
Vestindo uma saia preta curta com meias longas escuras por baixo, uma camiseta vermelha e uma jaqueta jeans por cima. Cabelos negros, um corte até a altura dos ombros com uma franja na frente.
Ela não passava dos 1,75 de altura. Um corpo de curvas leves, magro e delicado. Talvez fosse um desenho.

“Wait for me”

Eu vi uma foto sua na frente do espelho. Estava escondendo o rosto mas deixava escapar o sorriso no reflexo. Olhos ao chão, levantava com leveza a perna, um passo de bailarina. Estendia o braço direito para baixo e o esquerdo ao alto, mas suas mãos estavam soltas, talvez imaginando um par para guia-las.
Aquela foto em preto e branco, colorida pelo seu sorriso.

“it’s all better now”

As vezes tu virava o rosto enquanto caminhava, no momento em que me percebeu lhe ofereci um riso sem jeito, em troca levantou as sobrancelhas e apertou os lábios como quem dá um “Olá” educado a um estranho de forma simpática.
Você me parecia tão sozinha. Eu queria poder ajudar. Talvez tenha te assustado.

“Gonna be who I am”

O melhor que posso fazer é te olhar por ai.

Universo que não Percebemos (1)

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Eu venho estudando tradições herméticas a algum tempo. A base de grande parte dos fundamentos do Hermetismo está em reconhecer o ser como centro do universo e entender de forma essencial a nossa relação com o mesmo.

Por tal motivo vou escrever uma série de textos falando sobre alguns insights ou ideias sobre nossa relação com o resto do mundo sutil que por muitas vezes não percebemos.

A Ajuda que pedimos e não queremos receber.

Muitas são as vezes que nós perguntamos “por que isso acontece comigo”, “por que eu não consigo encontrar a pessoa certa”, “por que estou tao sozinho(a)”, “por que não posso confiar em ninguém” etc etc.

Obviamente é comum precisarmos de apoio, não vou ser daqueles que diz que tudo está bem na nossa cara e não vemos ou que é simples ser feliz pois isso apenas depende de nós. Minha ideia é chamar a atenção para algo um pouco mais sutil.

Toda ação gera uma reação e até mesmo um pedido de ajuda ao Universo, Deus, Santo ou seja o que for que você reconheça como uma força ou energia sutil, gera uma resposta. Muitas são as vezes em que pedimos alguém que possa entender quem somos e que esteja disposta a ouvir nossas dificuldades por exemplo e não há nada de mal nisto, mas temos que estar bem atentos a resposta de nosso Universo pessoal. Não são raras as vezes em que pessoas entram em nosso mundo e não as percebemos. Deixamos escapar a oportunidade de criar síntese e laços fortes pois simplesmente ignoramos aquele individuo ou oportunidade que nos é colocada a disposição.

Talvez a pessoa certa para te ajudar a enfrentar uma fase difícil na vida, ou para lhe oferecer um bom conselho, ou disposta a apenas ouvir com carinho sobre seus problemas está bem ao seu lado e acabamos nem percebendo isso.

O Vicio de Criar Problemas como Intermédio.

Ao me esforçar para olhar dentro de mim, comecei a receber respostas sobre meus questionamentos. O processo foi bem simples, apenas me permiti em um momento de silencio e calmaria perguntar a mim mesmo “por que não tenho com quem falar?” e a resposta foi a imagem de uma pessoa em minha cabeça no mesmo instante!

A questão em especial que percebi foi: a pessoa que surgiu em minha cabeça não era exatamente quem eu queria como resposta.
Assim entendi que meu problema não era ter com quem falar mas sim não ter a atenção de certa pessoa X ou Y. Por causa disso assimilei que tinha uma visão injusta do meu universo no qual existiam pessoas que poderiam estar ao meu lado mas que eu ignorava por outros motivos Egoístas.

Tenha visão para novas possibilidades.

A melhor forma de se conectar com o universo e as energias sutis é se desapegar de pré conceitos ou pré escolhas. Deixar se levar de forma aberta a novas possibilidades. Tente criar novas relações com quem você não acredita ser possível e abra espaço para conhecer melhor aquela pessoa X ou Y que você mantem afastada. Escute com mais atenção seu interior e tenha certeza de que não está se enganando ou se sabotando no processo.

Assuma quando seu desejo for infantil e não tente buscar meios e subterfúgios para justifica-lo como correto. Viva mais a sua essência e tente ao máximo extrair o que de melhor as pessoas ao seu redor possam te oferecer sem julga-las previamente.

 

O Texto ficou bem pequeno para nao ser cansativo, mas espero que seja um gatilho para uma reflexão mais aprofundada sobre o tema haha

– I See Ya In Anotha Life, Brotha !

Sobre o vazio numa multidão

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Por: Mauricio Lahan Junior

Como havia dito no ultimo post, acredito que vou tentar mudar o tom do blog para algo mais pessoal.

No ultimo dia 31 participei de uma das tantas manifestações concentradas na Avenida Paulista em São Paulo. O intuito era de manifestar a opinião de uma boa parte da população contra a reforma da previdência.

De certa forma o movimento foi intenso. Muitas pessoas concentradas em prol de algo que acreditavam ser justo. Porém quero falar sobre alguns detalhes.

Parece que a mobilização se tornou algo comum e rotineiro. Isso fez com que o Ato fosse “meio mole”, e tranquilo demais. Parece, que cada vez mais, tal mobilização está se tornando um simples encontro ou “rolê”. Isso é prejudicial. Até mesmo a ausência da PM pode ser encarada de forma ruim. Se não houve repressão por parte do estado isso talvez implique que não há incomodo nenhum pela nossa mobilização.

Parece realmente estranho afirmar isso mas é irritante não perceber o movimento de repressão policial, pois não houve apoio e participação dos mesmos em prol do protesto.
Logo esse contexto me faz refletir que algo certo ocorreu (ou seja não houve repressão) mas pelos motivos errados (não estão se incomodando).

É repetitivo afirmar isso, mas quero deixar bem claro e evidente. Toda ação deve gerar uma reação. O sentimento que nos deixa é de um exercito de pessoas mobilizadas em uma guerra contra um castelo de muralhas fortificadas, paredes protegendo um núcleo onde a classe politica e empresarial festeja com todas as suas reformas. É como se o Estado maior estivesse tão bem protegido contra os interesses populares que não precisam tomar nenhuma atitude caso haja aprovação ou negação social referente a qualquer tomada de decisão.

Sinto como se toda aquela multidão estando ou não ali presente não afeta em nada o rumo politico do país no contexto atual. Não podemos nos acostumar ou deixar que caia numa rotina tais manifestações. Se não há impacto direto nas decisões parlamentares do País então devemos mudar de estratégia e concentrar nossas energias para movimentos e atos eficiente que possam trazer novos resultados.

Guilherme Boulos garantiu que se não houvesse retrocesso na decisão federal para barrar a reforma da previdência os movimentos organizados estarão prontos para avançar como segundo ele “na desobediência civil”. Espero que a população perceba o quanto antes e esteja disposta a se unir e entender o quanto é importante lutar contra tantos processos retrógrados, sendo a previdência o primeiro de muitos, para que no futuro possamos barrar e enfrentar a patética reforma trabalhista da terceirização irrestrita e do novo modelo, fadado ao fracasso, do Ensino publico brasileiro.

A Raposa e a Coruja – Revivendo um Blog

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Em um fim de tarde as escuras, enquanto a floresta começava a adormecer, uma raposa esgueirava-se ligeira por entre a mata baixa. Sem perceber, acabava de tempos em tempos circulando a mesma arvore.

Sobre um galho alto, uma Coruja recém desperta observava a movimentação das folhagens que a raposa causava. A constante agitação sem direção especifica irritava o estático pássaro noturno.

– De que lhe adianta correr e correr se você não consegue ver para onde está indo e nem entender a floresta ao seu redor?

A raposa, de forma brusca, parou e somente neste momento percebeu que estava sendo observada pela coruja.

– Eu sigo meu instinto e olfato. De que lhe adianta poder ver como tudo na floresta funciona ai de cima se você não pode sentir tudo que acontece aqui embaixo?

Tanto a Raposa quanto a Coruja permaneceram por um longo tempo se observando. Até entenderem o verdadeiro plano da Natureza.


Foi um longo período afastado do Blog. No começo ele não criava muito movimento, mas com o tempo percebi que para se ter uma pagina é preciso cuidar, cultivar e aprender a trocar essa experiencia com outros blogueiros.

Eu consegui fazer o Crime Sem Castigo se desenvolver e gerar uma boa quantidade de troca com muitas pessoas, talvez por perceber que eu era capaz de faze-lo acabei me exaurindo de escrever. Muitas vezes olhamos para aquilo que criamos e fazemos criticas mais duras a nós mesmos do que deveríamos, talvez seja uma forma de auto culpa por outros erros que acabamos expressando de forma errada.

A intenção do Blog era escrever poesia e cronica. Porém tudo necessita se adaptar e mudar, afinal tudo aquilo que na natureza não muda morre. Por tal motivo vou tentar abordar um novo modelo, tendo uma variedade maior sobre “o que escrever”. Espero conseguir fazer o Crime sem Castigo crescer e se desenvolver novamente e para tanto desejo que este espaço possa fazer sentido para todos os futuros leitores (:

Que assim seja, assim será e assim é!