Marta entra pra fazer história! Mas não foi a que todo o mundo esperava.

Marta

Ja viu o nosso insta? @CrimeSemCastigo

Hoje foi mais um dia na agenda da copa do mundo de futebol Feminino e em especial, para os brasileiros que estão acompanhando, havia uma expectativa grande para a partida entre Brasil e Austrália. Isso por que teríamos a oportunidade de ver Marta  estrear na copa.

A Camisa 10 do Brasil dispensa apresentações para quem conhece ao menos o minimo do futebol de nossas mulheres. Está participando de sua quinta copa do Mundo além disto foi 6 vezes considera a melhor jogadora do Mundo pela fifa e coleciona várias bolas e chuteiras de Ouro recebidas por diversos campeonatos, porém este jogo seria sua oportunidade para mais um marco histórico em sua carreira como jogadora, mas não o que todos esperavam.

Antes da Partida, Marta colecionava um numero total de 15 Gols em copas do Mundo. Estava em segundo lugar como maior artilheira da história da competição, igualada a Ronaldo e atrás apenas de Klose (atacante alemão). Muito provavelmente, ao longo do campeonato, Marta irá ultrapassar o Atacante alemão, pois no jogo de hoje conseguiu marcar o seu décimo sexto! Também conquistou o titulo de ser a unica a marcar em 5 copas diferentes. Bom, resumindo, ela é foda.

A questão em especial não foi em si suas conquistas pessoais mas o que na minha opinião devemos considerar como histórico seja sua postura pela luta de igualdade seja dentro ou fora do campo.

O gesto que Marta fez após o gol (foto acima) ao apontar para sua chuteira representa sua luta por igualdade de gênero no esporte. A chuteira que ela está usando não possui nenhum patrocínio, além de apresentar um sinal de “=” na cor Rosa. Acontece que desde de 2018 a nossa artilheira está sem nenhum patrocínio de material esportivo. Houve novas propostas e até mesmo renovação de contratos, mas todos foram recusados pela atleta justamente por serem ofertas em valores muito menores do que o comum para outros jogadores equivalentes a ela mas do universo masculino do futebol.

Marta é uma das 5 embaixadoras da ONU Mulheres e representa o simbolo de luta pela igualdade de gêneros no esporte. Acredito que ver a copa do Mundo de futebol feminina sendo transmitida ao vivo com cobertura tanto da Rede Globo quanto da TV Bandeirantes é fruto da luta de sua causa. Esperamos mesmo que a desigualdade no esporte seja cada vez menor e que não fique na disputa apenas dos milhões que um ou uma atleta possa receber mas que também o apoio possa alcançar as jovens meninas para que elas tenham apoio para acreditar em um futuro diferente, num mundo onde o esporte possa fazer a diferença tanto para eles quanto para elas de forma muito mais ampla.

Só uma coisinha, parece que surgiu uma paginas ai com o simbolo que a marta está usando na foto. Simplesmente brotou na internet e não sei se são paginas oficiais da jogadora ou apenas uma galera que soube aproveitar o momento para bombar nas redes. Por tal motivo vou deixar imagens aqui sem os famosos créditos.

Bjs e sigam a gente la no insta! See ya ~~ (:

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Por que precisa fazer sentido?


Qual a forma de dar sentido as coisas? Já parou para pensar como é angustiante quando tentamos fazer algo na qual não enxergamos sentido? E o pior de tudo, fica um gosto amargo na boca como se esse algo fosse errado. Mas a qual sentido eu me refiro? Afinal, podem existir várias formas de sentido.

O mais comum é darmos um preço a tudo aquilo que fazemos. Logo nos perguntamos: para que vou fazer isso? E o que isso vai me trazer em troca?

E é aí o mais cruel dos sentimentos. Quando não valorizamos aquilo que fazemos por que não envolve na maioria das vezes um valor monetário nisso. Há alguns dias vi uma postagem de um blog amador e com bem poucas visualizações (assim como este que você está lendo) postando algo assim “acredito que esse é o fim do blog”. Não era exatamente essas palavras, mas o sentido é o mesmo. Um post bem curto de uma despedida.

Percebi ao comentar nessa postagem que o autor do blog tinha perdido o sentido dele. Como descobri isso? Eu simplesmente comentei na postagem “lembre quando você começou o blog qual era sua motivação” e aí o cara simplesmente desistiu de encerrar sua página. Obviamente tinham outros comentários de apoio no mesmo tom do meu. A questão é que acredito que ele conseguiu resgatar o sentido pessoal de escrever um blog.

Muitas das vezes iniciamos projetos na nossa mente e não tiramos eles do papel por que não acreditamos no seu desenvolvimento ou no resultado que ele pode gerar. Isso por que nossa sociedade está intensamente treinada para fazer uma equação, muitas vezes inconsciente, na qual procuramos um resultado que traga algum valor em troca do nosso esforço. A gente não estuda por estudar, ou produz por produzir. Há sempre outras questões mais importantes na qual precisamos focar e dedicar nosso tempo.

Isso faz com que aquilo que expressa quem somos se torne algo muitas vezes vazio e sem sentido.

Eu gosto dessa música do Oasis, e desse álbum também. É o momento mais louco e “nosense” da banda. Mas é justamente isso que me agrada. Fazer um álbum grandioso de coisas que só fazem sentido quando você aprende a dar sentido aquilo que realmente importa. Afinal, ninguém sabe qual o real valor das coisas (:

Stand by me
Nobody knows
The way it’s gonna be
Stand by me
Nobody knows
The way it’s gonna be

A solução para o Estado é o fim do Mesmo?

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Galera! Antes do post, queria avisar que agora temos um Insta!
Eu sei, doideira neah? Mas me falaram que InstaGram é uma coisa famosa que um monte de gente usa. Então acessa e segue a gente lá per favore
@CrimeSemCastigo

Bjs ~~


Em “O Estado e a Revolução” de Vladimir Ilitch Lênin temos uma obra inteira voltada a discutir formas e meios de como a classe trabalhadora deveria romper e quebrar o Estado chamado Burguês, ao mesmo tempo em que o autor debate o que ele considera como deformidades das ideias e teorias de Karl Marx.

O livro é repleto de explicações e esclarecimentos segundo a visão de Lênin sobre o ideal de comunismo e o fim de meios de organização social como o Parlamentarismo, Republica ou qualquer outro meio que não seja uma divisão ampla da sociedade em Comunas.

Mas até ai vamos ignorar o final e pensar um pouco sobre o Meio. Toda a base da leitura é baseada que só seria possível chegar aonde Lênin, ou melhor Marx, teorizou se acaso houvesse uma quebra do modelo de Estado no qual vivemos. Será que a solução do Estado é justamente a quebra do mesmo?

Para que serve o Estado? Devemos partir da ideia de que o Estado existe para organizar a sociedade em sob um conjunto de Leis que possam delimitar os “direitos e deveres” de cada cidadão além disto determinar como vamos eleger lideranças que tem como dever a manutenção dessa organização de uma forma sadia para aquela cultura ou civilização.

Obviamente a concepção de “Estado” não tem uma ideia primordial. A organização social foi criada de forma natural e não idealizada, desenvolvida a partir de necessidades primordiais para a sobrevivência da espécie. O que futuramente podemos considerar que foram idealizadas seria as formas do Estado. Isso sim é especificamente diferenciado de sociedade para sociedade e de tempos para tempos.

Ninguém pode dizer o que será mais viável ou terá maior chances de “Sucesso” mas a questão em sí é que a própria história nos prova que o modelo de estado não é certo e nem eterno. Ele pode e deve ser quebrado diversas vezes para se construir novas tentativas de avanço do que poderíamos considerar desenvolvimento Humano.

Muito provavelmente a Obra de Lênin pode vir a estar um tanto ultrapassada, há muitas ideias dentro do livro que muito provavelmente já foram superadas, porém devemos não enxergar um manual cego do que obrigatoriamente devemos fazer, mas sim uma sugestão para uma nova ideia de Estado. E que isso nos inspire a pensar que o Estado pode e deve ser dissolvido de tempos em tempos em nosso processo Histórico. Não podemos simplesmente aceitar as coisas como são e duvidar de que mudanças grandes possam acontecer.

Precisamos estar de mente aberta a entender que o tempo histórico cria mudanças radicais na sociedade humana e que isso é natural.

Talvez todas essas tentativas ideológicas do que se classifica como esquerda, comunismo ou socialismo podem mesmo findar ao erro. Mas não muda o fato que vivemos numa sociedade completa de inversões de valores e cheias de injustiças, onde a maioria da população global vive em miséria.

Um estudioso do desenvolvimento infantil chamado Lev Vygotsky refletiu sobre a seguinte questão: Se uma pessoa na idade média morre por uma doença que não tem cura, então sua morte foi natural. Se uma pessoa morre pela mesma doença após a humanidade criar uma vacina então sua morte foi uma escolha social.

Podemos muito bem ampliar esse pensamento a outros campos como a fome por exemplo. E devemos refletir profundamente se vamos escolher ser omissos e permitir que as contradições do sistema continuem existindo e gerando diversas crises, ou se vamos ter coragem de produzir e debater novas ideias, para uma nova concepção de ordem Social.

Memória

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“se as nossas lembranças voltarem e, entre elas,
a de momentos em que te desapontei, ou de atos
condenáveis que eu um dia possa ter cometido
e que a façam olhar para mim e não enxergar
mais o homem que você está vendo agora,
me prometa uma coisa pelo menos:
prometa, princesa, que não vai esquecer
o que sente por mim no fundo do seu coração
neste momento”

A algum tempo vem surgindo no meu universo pessoal muitos símbolos envolvendo um tema extremamente complexo e completo: Memória.

Recentemente, duas grandes obras colocaram esse tema em foco na minha vida e de forma muito clara. A primeira foi “Vingadores: Ultimato”. Numa forma alucinante, este foi o evento que mais aguardava com ansiedade deste o ano passado. Já a Segunda obra foi o contato com o Livro “O Gigante Enterrado”, uma leitura obrigatória para todo bom amante de literatura, um texto leve e fluido extremamente cativante, delicioso de se ler.

Vingadores foi, disputando ali o lugar com a ultima temporada de “G.O.T.“, provavelmente o maior acontecimento da cultura pop/geek/nerd que 2019 poderia produzir. E basicamente a trama inteira do filme é baseada numa busca em revisitar toda a trajetória dos 10 últimos anos de filmes da Marvel no cinema. Não somente relembrando momentos mas fazendo com que seus personagens pudessem olhar para trás e se questionarem, preencher lacunas de suas histórias e acertar pontos que muitas vezes ficaram inacabados. Esse filme me acertou em cheio! Mesmo prestando muita atenção na gigantesca tela “Imax”, não pude evitar me perder em momentos de devaneios imaginando estar no lugar daqueles personagens. Não vivendo suas histórias e aventuras, mas tentando trazer a mente como seria poder voltar no tempo, buscando memórias que estavam deixadas ali em algum canto na minha mente, algumas em lugares mais protegidos e bem cuidados e outras em locais um pouco abandonados do meu cérebro.

Eu vi momentos da minha vida em aquelas poucas horas de filme que me fizeram refletir bem a fundo e brincar com a ideia de que se eu pudesse mudar algo, será que o faria? Naquele momento sim. Todas elas. Acredito que a emoção do filme te faz pensar muito em memórias na qual você deseja revisitar e alterar, em oportunidades que você considera como perdidas. Mas ai, veio a segunda parte.

O Livro vencedor do Nobel de literatura em 2017, O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro, ampliou todo aquele sentimento que eu vinha nutrindo, após assistir o filme dos heróis mais poderosos da Terra, ao longo de semanas. A Obra literária, mais profunda, mais densa, que não poderia ser digerida em apenas três horas de cinema, trabalhou uma ideia mais imersiva sobre as lembranças guardadas em minha mente.

O livro não apenas fala sobre memória, mas nos leva a pensar sobre a importância de termos ou não especificas lembranças e o que em sí tais memórias podem influenciar ou não o que somos hoje. Ishiguro me fez pensar que talvez fosse muito importante guardar memórias que possuo ao invés de desejar muda-las. Me fez refletir que hoje sou o que sou por tudo que passei e que não faria diferente no passado, afinal se eu souber o que acontece antes de acontecer e basear minhas escolhas já conhecendo o resultado logo, se  volto ao meu passado ele se torna meu presente, assim como o Hulk explica no filme. Eu percebi que só posso brincar de imaginar escolhendo caminhos de um passado alternativo na minha vida se antes tenha já vivido e aprendido com eles. E foi aprofundando esse pensamento que percebi, ao fim, o valor e a importância de cada lembrança que constrói, ao longo dos anos, pedaço por pedaço da pessoa que sou.

Muitos de nós passamos eternos dias e meses parados no tempo, refletindo “Como a vida poderia ser diferente”. É uma reflexão válida. Porém não podemos desvalorizar todas as provações, problemas, dificuldades e alegrias pelas quais vivemos cada dia, cada hora e cada instante. Nossas memórias estão ali, guardadas por um bom motivo. Não para termos uma bolsa de arrependimentos nas costas sobre tudo aquilo que foi e deixamos ir, mas sim para podermos revisitar a nós mesmos e entendermos como foi feita a construção do ser humano que somos além disto servirá para entender como tal formação criou os laços que temos com as pessoas em nossa volta.

A memória assim como o tempo deve ser colocada como um dos bens mais importantes do ser humano e devemos valorizar cada instante de história que pudermos lembrar sobre nós mesmos. Manter lembranças vivas dentro de nós é a melhor forma de aprender ou ensinar sobre o homem ou mulher que nos tornamos.

Opinião: Política – Dialogo Sim, extremismos não!

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Já aviso que o titulo é clickbait, afinal eu não concordo com ele.

Na ultima sexta, dia 24, o “Conversa com o Bial” trouxe Tabata Amaral (PDT), Kim Kataguiri (DEM) e Felipe Rigoni (PSB) para conversar sobre politica. Todos os 3 são deputados com um numero bem grande de votos e representam uma revitalização politica. Isso é o que tanto eles como a maioria de seus seguidores os classificam.

Não vou debater a fundo os temas e a entrevista em sí. Mas gostaria de opinar sobre o ar e a ambientação deste programa em especial. Logo no começo se apresenta a Tabata como uma politica da Esquerda, o Kim como um Liberal e o Felipe como um deputado de um partido historicamente voltado a esquerda mas que apoia a reforma da previdência, pauta considerada especialmente importante por aqueles que se intitulam estar a direita.

Foi na primeira parte em que um dialogo entre Kim e Tabata sobre Fake News terminou com um aperto de mão muito amigável entre os parlamentares e uma salva de palmas encorajadora vinda do publico. E é esse o ponto que me incomoda.

Politica é realmente um campo que deve ser feito e se baseado através do dialogo. Mas esse dialogo tem de ser Honesto e feito em prol do povo. Justamente por essa nova geração estar ligada e conectada 24 Horas ao dia acabam se criando regras sociais que não necessariamente são corretas. Parece que para se ter sucesso nessa nova politica criou-se uma especie de politico especial que não deve ser extremista, que deve se colocar no centro a direita ou a esquerda, que foge da polarização e do “ódio”

Isso é perigoso. Estão vendendo coxão duro como se fosse filé mignon. Se o deputado X defende uma pauta de reforma que segundo o líder do seu partido diz que é um assalto ao povo brasileiro e que trará miséria para a população mais carente, assim como o Ciro Gomes classifica a reforma da previdência, logo não se deve fingir diplomacia como num baile de mascaras. É tosco e ultrajante. Segundo a própria posição do PDT a ideia desta reforma é vil e cruel, colocando Kim como uma figura central de um grande mal que recairá sobre a sociedade. Você não aperta a mão de gente assim.

Essa nova “politica” ou nova geração como eles preferem se classificar parece ser formada de Youtubers que precisam agir de forma a agradar uma maioria para se ganhar visualizações. Tu precisa ser famosinho e politicamente correto. Isso é um nojo. É um teatro.

Fugir do que se chama “Extremismo” é uma desculpa para aqueles que não tem o interesse real no assunto. Querem ficar no centro por que não entendem por completo nem o lado de um nem o do outro. Não se aprofundam. E isso é o grande erro. Andar no centro é não ter a capacidade de escolher lados. E a politica deveria ser feita por aqueles que escolhem o lado do povo, pois é o povo que os coloca aonde estão. Ser de centro é ser raso, longe do aprofundamento e não ter coragem de firmar suas posições e convicções.

E não se enganem! Brizola tinha lado e o DEM do Kassabi também tem. Essas crianças brincando de figuras politicas estão mais preocupadas em fazer engrandecer seu nome ao invés de terem coragem para enfrentar o real desafio de defender o povo.

Los Hermanos – 18/05/2019

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Eu estava pensando em escrever sobre memória. Estou terminando o livro famoso do Kazuo Ishiguro e a algum tempo venho conversado com um camarada sobre a questão da memória e esse tema que em nossa opinião também foi tratado muito brilhantemente no filme dos Vingadores.

Mas decidi mudar de ideia. Pois pensando sobre o tema me veio em mente o ultimo Show da turnê do Los Hermanos que aconteceu em São Paulo no Allianz Parque.

Foi nesse momento que percebi como é bom revisitar algumas coisas do passado. Coisas que estiveram ao seu lado dia após dia. Que te acompanham e que estão ligadas a momentos e sentimentos, tendo a sorte de poder ainda ao longo de todos esses anos ter os mesmos momentos e sentimentos.

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Fazia tantos anos que fui a ultima vez num show dos caras e já são tantos mais que ouvia as musicas dos seus 4 CD’s que a principio não parecia que seria uma noite espetacular.

Na verdade, eu já estava até enjoado de ouvir Los Hermanos. É uma das poucas bandas que conheço praticamente todas as letras de todos os CD’s. E como já tive a experiencia de ver um de seus shows então a “Hype” estava bem baixa.

Não tive pressa de ir ao show, chegar cedo para conseguir os melhores lugares ou ficar com o frio na barriga e a ansiedade, contando as horas para o evento. Mas isso foi antes de chegar no lugar…

 

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Quando entrei no estádio estava acompanhado de uma boa galera. Um camarada da Faculdade, que na época foi o meu maior parceiro de estudos e o qual eu mais dividi ideias e ideais, e seu amigo. Meus dois primos que tenho como irmãos de vida e que convivemos juntos desde pequenos, responsáveis por me apresentarem a banda a uns 11 ou 12 anos atrás. E a minha namorada. Que me acompanha até o inferno se for preciso e que mais do que isso se apaixonou pela banda quando eu a mostrei.

Além disto, havia encontrado um casal de amigos, dentro do estádio onde o show iria acontecer. Também estava no local uma amiga de infância mas, infelizmente, não consegui encontra-la no meio daquela multidão.

Por fim, parecia tudo perfeito. Meus irmãos de vida, amigos no qual passei anos dividindo ideias, conhecimento e ideologias e a Mulher que eu Amo.

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Bom. Então o show começou. E tudo aquilo que pensei, de que não haveria borboletas no estomago, emoções descontroladas e ansiedade, mudou.

Acabamos nos enfiando no meio do povo até o mais próximo do palco possível. Cantamos. Gritamos. Ficamos sem voz. Nos abraçamos, pulamos e nos debatemos. Toda aquela energia ainda era a mesma depois de tantos e tantos anos. E mesmos que os barbudinhos parecessem um tanto velinhos em cima do palco ainda sim cantavam com toda força de vontade. Havia sinceridade na voz daqueles caras.

Praticamente duas horas e meia de show, uma visita por todos os quatro CD’s da banda. Por todas as suas fases. Por todas as nossas fases. A cada música memórias e mensagens voltavam e vinham a tona. O tempo que dividimos e ainda vamos dividir. Los Hermanos é uma banda histórica. Odiada por uma multidão, sim! Mas que após anos longe da mídia, sem produzir novos discos, consegue lotar estádios pelo país inteiro e gravar fundo suas letras na memória de seus fãs!

E isso é o foda sabe? É passar anos longe mas quando se está lá parece que nunca esteve tão perto. Todas aquelas letras que a tempos e tempos não havia escutado ou cantado saiam simplesmente da nossa boca, de todos nós. Como se nunca tivéssemos deixado de canta-las.

 

“Eu só aceito a condição de ter você só pra mim..
Eu sei não é assim,
Mas deixa eu fingir.. E rir!”

Pausa para um café com Kafka – Part I

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Primeiro pedacinho de um conto que escrevi um tempo atrás, espero que apreciem ~~

Eu poderia conquistar a porra do mundo todo. Tenho certeza que conseguiria. Sou capaz e competente para isso e vejo tanta gente mediana ou sem… Como posso dizer… Sem brilho que está por aí cheia de dinheiro no bolso.

É! Eu poderia ser um cara cheio de dinheiro no bolso, mas eu não ligo para isso. De verdade. Não quero ser o cara cheio do dinheiro. Eu quero ter o mínimo para viver bem. Sei lá, uns quinze mil mangos por mês tava ótimo. E eu sei que eu posso conseguir isso.

Basta eu ter uma grande idéia e já era. Vai ser de boa. Se esses caras chegaram até lá por que é que eu não posso? Eles não tem nada na cabeça. Só falam futilidades, nunca, sequer, tocaram num livro e os poucos que tocaram foram aqueles “Best sellers” de autoajuda. Fico puto com esses filhos da puta de alma vazia compartilhando suas frases de efeito no Story do WhatsApp.

“Vá aonde ninguém foi e mostre a eles que, enquanto os outros se divertem, você estava vencendo mais uma batalha” – Alcatéia

Alcatéia de cu é rola. To cercado de gente assim. Uns caras que tiveram oportunidades e outros que estão na fila esperando essa chance. Todos lendo autoajuda. Autoajuda é um câncer que se espalhou mais rápido que a dengue. Eles dizem: Seja Foda, Ganhe Dinheiro, Pense como um Milionário, Ligue o Foda-se, Acorde seu Gigante, Seja mais do que os outros acreditam… E assim vai. Um montante de tutoriais dizendo que você deve ser feliz, proativo, firme, dedicado, dinâmico, ousado, disciplinado, sonhador e etc, etc, etc.

Nem vou entrar no mérito de falar sobre igreja. Se for entrar nesse tema… Ahhh… Não. Eu prometi que não ia falar da Igreja.

Kafka escrevia sobre a solidão, depressão, frustrações e tudo o que for contrário aos temas que citei anteriormente e sabe por que? Ele falava sobre a realidade. Isso, vou soletrar:  RE-A-LI-DA-DE.

Mas de onde eu tirei Kafka? Como assim Roberto? Eu estou sendo muito rápido para você. Foda-se. Pega o pó de café ali no armário, por favor. A questão é que Kafka falava sobre a verdade que era a vida. O que ela ainda é. O cara tinha sentimentos sabe? Verdadeiros, não esses que a gente se força a demonstrar dia após dia. E ele sentia isso. E eu sei que você sente também.

Existe alguém ou alguma coisa lá fora que está fodendo sua vida. É algo que está além da sua compreensão. Algo que você não sabe quem ou o que é, mas sabe que existe um sistema, um mecanismo, um demônio, uma força universal da natureza que tá te fodendo.

É o acordar cedo todos os dias, se melecar no suor do abafado trem misturando oxigênio e bactérias divididas entre pessoas que você nunca vai saber o nome. Aguentar o ar condicionado, as dores da bursite e da tendinite que você desenvolveu em cinco anos trabalhando nove horas por dia na frente de um computador, tendo de suportar o gosto escroto do café da máquina de expresso. Eu mataria, sem pensar duas vezes, o cara que criou a máquina de café expresso e dou graças a Deus que o pessoal aqui do andar decidiu comprar uma cafeteira elétrica.

Leva isso para sua vida Roberto, as coisas mais saborosas da vida devem ser feitas lentamente, para aproveitar o cheiro, o movimento e a textura de tudo. Tudo que tiver expresso no nome não presta, é o pular de etapas, o avançar sem preparo, queimar a largada. É algo com sabor falso. Assim como livros de autoajuda. Agora enche isso aqui com água.

Aonde eu estava na nossa conversa?

Sim, verdade. Kafka.

A literatura de Kafka é como café coado sem açúcar. Como assim não faz sentido? Presta atenção. A verdade é ruim de engolir. É amarga e fode seu estômago. Mas é a verdade e você tem que aceitá-la.

Você precisa enxergar que a probabilidade de tudo acabar em merda é grande. E não adianta o seus longos anos cumprindo horários todos os dias e fazendo o melhor para o crescimento da empresa. No fim você vai levar três tapinhas nas costas, e aí, meu amigo, o Kafka vai estar lá rindo da sua cara. Sabe por que? Porque os livros de autoajuda não te prepararam para isso. Eles dizem que você é individualmente especial mas o mundo te mostra que, na real, tu é só um código de barras. Tu é estática, camarada. Nada mais, nada menos.

We came back again and again!

“Corre, Corre… Corre!
Doce é o vento que te Leva.
Eu não tenho mais a pressa
Ou horas pra contar…”

Heyy Galerinha!

Bom, o Crime sem Castigo nasceu com um intuito. No meio do caminho algumas mudanças transformaram o blog para outros intuitos.

No fim. Aqui estamos. Com muitas indas e vindas. Tentando mais uma vez manter um série de produção de conteúdo, seja sobre o que for. Afinal não importa quantas forem as quedas ou paradas. A gente tem que continuar e persistir não é?

O blog ja teve pouquíssimos acessos, por outro lado houve momentos com muitas visitas e visualizações. Quem sabe um dia a gente se estabelece não é?

Crime sem Castigo!

Escrevendo sobre o que der na telha sem medo de ser julgado. Se esse é o norte do blog então pouco vale se importar com conteúdos específicos, busca de publico alvo ou necessidade de produzir incessantemente para alimentar quem quer que seja o faminto.

Continuaremos escrevendo.

Continuaremos tentando.