Coisa solta

Pois preste atenção!
E tome nota em seu dicionário.

Quando um Amante distante
Diz viver a mais plena felicidade,

A verdade é que está a sentir Saudades…

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Emil Cioran

 

cioran

No momento em que se pensa ter compreendido Tudo,
Se adquire no rosto uma expressão assassina

De alguma coisa

Não há como compreender Tudo,
No edifício do Pensamento
Eu não encontrei nenhuma categoria
Em que pudesse pousar a cabeça

Em compensação
Que belo travesseiro
É o Caos

– Emil Cioran

Pedaço de um Conto

Tô re postando esse pedaço de um conto meu que está a um bom tempo parado. Pra ver se me inspira em terminá-lo.

Crime sem Castigo

dadada3

Por: Mauricio Lahan Jr

* Post meio grande.. É uma parte de um conto que estou escrevendo. Não é o começo e nem o fim, então talvez fique meio sem sentido algumas partes. Mas estou sem inspiração para criar algo novo entãaaaooo decidi dividir um pouquinho daquilo que já estava preparando. Tenham paciência.. Leiam tudo por gentileza e me digam suas opiniões sobre ~~

“- Que nova ordem é essa?
– É que nós, por assim dizer, estamos mortos, Excelência.”

Bobók, Fiódor Dostoiévski

*Ploc, Ploc, Ploc*

Esse é o barulho que seu salto faz enquanto caminha. Um passo de cada vez, firme e confiante. Sua postura é elegante, seu terninho é justo. Cabelos curtos, muito bem arrumados, lisos e presos. Seus óculos estão um pouco caídos em seu nariz, desta forma ela sempre te olha de cima para baixo, mesmo sendo uma mulher de estatura baixa sua posição permite que…

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Trainspotting – Monólogo I

“Escolha uma vida.
Escolha um emprego.
Escolha uma carreira – escolha uma família!
Escolha a porra de uma TV grande!
Escolha uma máquina de lavar, carros, disc-man, abridora de latas eletrônico.
Escolha uma boa saúde, baixo colesterol, plano de saúde dentária.
Escolha parcelas fixas para pagar.
Escolha uma casa – escolha seus amigos!
Escolha roupas, acessórios.
Escolha um terno feito do melhor tecido.
Escolha bater uma punheta num domingo de manhã pensando nessa merda de vida.
Escolha sentar no sofá pra ficar vendo programas de auditório, comer um monte de porcaria e acabar apodrecendo.

E no fim do caminho escolha uma família e filhos que vão se envergonhar de você por causa desse sentimento egoísta de que você o pôs no mundo pra substituí-lo.
Escolha o seu futuro.
Escolha a vida.

Por que eu iria querer algo assim?

Eu escolhi ‘não escolher a vida’. Eu escolhi uma outra coisa.

E os motivos? Não há motivos.

Quem precisa de motivos quando se tem heroína?”


Me preparando para assistir Trainspotting 2 ~~

Creep – II

When you were here before
Couldn’t look you in the eyes
You’re just like an angel
Your skin makes me cry

You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You’re so fucking special

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here

I don’t care if it hurts
I wanna have control
I wanna a perfect body
I wanna a perfect soul

I want you to notice
When I’m not around
You’re so fucking special
I wish I was special

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here

She’s running out the door
She’s running out
She run, run, run, run
Run

Whatever makes you happy
Whatever you want
You’re so fucking special
I wish I was special

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here
I don’t belong here…

Creep

creep

Eu recostei a cabeça em seu colo, enquanto me esticava no sofá da sala. A televisão, centrada na parede, tocava diversas musicas, uma playlist em shuffle mas seguindo uma certa linha de ritmos na qual eu não faço a minima ideia de como é pré definida.

“When you were here before
Couldn’t look you in the eyes
You’re just like an angel
Your skin makes me cry”

Sentia seus dedos passando delicadamente pelos fios da minha barba, o seu olhar fixo nos meus olhos, de cima para baixo. Um rosto sereno e pouco expressivo, me deixava apreensivo por não saber o que se passava em sua cabeça.

“You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You’re so fucking special”

Eu te devolvi o carinho, com caricias em seu rosto, te olhando de baixo pra cima, deixando que meus dedos desenhassem as bordas da sua orelha. Com uma voz tímida comecei a cantar Creep do Radiohead – era o que passava na TV – fazendo daquele momento o meu desabafo.

“But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here”

Ela não entendia muito de inglês e por isso não soube do que a musica se tratava. Eu disse todas as palavras que precisava sem, ao mesmo tempo, dizer nada.

No fim da noite, na cama e com todas as letras, disse-me: Eu já pensei em desistir tantas vezes.

Talvez ela saiba desabafar melhor do que eu.