Mais do Mesmo

deitado-sobre-a-cama

Acordou por volta das 12:30. Ao lado da cama, em cima do criado mudo, uma caneca e um copo, a primeira preenchida em seu fundo com o resto de um café amargo e gelado o outro exalando o fedor de cerveja enquanto moscas dançavam por cima dele. Havia também uma garrafa de Contini e uma de Martini, jogadas no chão com mais ou menos um terço de seu conteúdo.

Olhou de relance para a janela meio aberta que estava no lado oposto do quarto. Lembrou que havia deixado assim para que a luz do Sol pudesse acorda-lo pela manhã. No mesmo momento se arrependeu da ideia.

Aquele era o dia certo. O dia em que tudo iria mudar.
Hoje um novo homem sairia pela porta daquele apartamento de 3 cômodos, para desbravar novos horizontes em sua vida. E este seria lembrado como o momento em que suas escolhas transformariam como nunca antes o seu futuro. Dentro de si poderia sentir um leão enorme, envolto a uma juba feita de fogo, pronto para se libertar e mostrar ao Mundo que o Rei é dono de seu próprio destino.

Após 15 minutos olhando fixamente para a janela, decidiu encobrir parte do rosto com a coberta para evitar que a luz incomodasse seus olhos.

Suspirou profundamente.

Caiu no sono. Decidiu assim, que aguardaria mais um dia para conquistar o mundo.

Anúncios

E o amanhã cade?

Por: Mauricio Lahan Junior

Hoje eu acordei meio assim, sem conseguir pensar no amanhã. Por que será? Por não querer saber como vai ser? Por não ter ideia de como será? Ou talvez seja por desejar permanecer no hoje?
Hoje eu acordei meio assim, com saudades daquela Morena. Dos risos bobos e despreocupados. Do perfume atraente e de sua pele quente. Meio com o peito cheio de saudade.
Hoje é um daqueles dias que o café te tranquiliza e a musica te relaxa. Dia de tempo frio, sem muito sol, agradável para uma boa leitura, um pouco de estudos.
Hoje é um daqueles dias que não foram feitos para se pensar no amanhã, sobre aquilo que vem depois, mas sim em aproveitar o que temos no agora, no momento.

“É pode ser que a maré não vire”

E talvez aquele momento não se repita.

“Pode ser do vento vir contra o cais”

E a tempestade volte a nos cercar

“E se já não sinto os teus sinais”

Então não me culpe se não lhe guardo mais esperanças

“Pode ser da vida acostumar”

Será?