Deus, Poeta

aaaaa

Se de brincadeira,
Deus fosse Poeta
Ao invés de Criador

Nas linhas da minha Vida
Ele te escreveria
Nos Versos de Amor

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Rumo.

=p=p

Eu perdi o Rumo!

Sim.. Todos os dias eu perdi meu rumo por sua causa.

Todas as vezes que você me manda mensagens com frases de efeito no meio da madrugada eu engasgo e perco o ar.

Todas as vezes em que você diz coisas que eu nunca me preparo para ouvir, automaticamente se forma um sorriso bobo no meu rosto.

Sempre que o telefone toca, e vejo seu numero na tela do celular, é como se uma injeção de adrenalina me fosse injetada diretamente no peito.

Sempre que escuto o som da sua risada arranhada – ahhh esse riso engasgado – eu subo até as mais altas nuvens de tão doce som que sua voz possui.

E como é bom passar eternos momentos imaginando o aroma do seu perfume… O gosto da sua boca… O sabor da pele de seu corpo.

Não há um dia que não me perco em mim mesmo pensando em você.

Foi em 1 de Junho de 2012

los

Por: Mauricio Lahan Jr

* Aquele Play bacana la embaixo 😉

-Cade seu RG?

-Eu não trouxe!

“Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor”

Era assim. Totalmente imprevisível!

-Mas relaxa que a gente da um jeito de entrar de qualquer forma.

A casa estava cheia. Afinal os barbudinhos não tocavam mais juntos a muito tempo. Era o tipo de evento que você tinha obrigação de ir, pois talvez não houvesse outra oportunidade.

“E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena”

Fomos até o bar. Pedimos uma Heineken e uma dose de Whisky, puro apenas com gelo. Voltamos ao meio do povo. Eu sorria, igual um idiota, para tentar relaxar. Pode parecer estranho, afinal tínhamos anos de amizade, mas eu ainda ficava meio sem jeito perto dela. Não sabia exatamente o que estava pensando, mesmo sempre me dizendo que eu a entendia como ninguém.

“Ah, vai
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar”

A música era a melhor possível! Algo que estava em nós dois. Que nos fazia viajar longe. Que nos separava do resto do mundo.

Não me lembro bem se foi eu quem a puxou ou se foi ela que me enlaçou.

“Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê, deve não ser
Você me falou pr’eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor”

Mas sei que estávamos bem juntinhos. Olhares fixos e sorrisos largos. Sentindo nossa respiração. E, sem ter como explicar, o lugar pareceu tão vazio. Só havia a musica. Cantávamos em nossas bocas. Aquela musica…

“Ah, vai
Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona
Pra te acompanhar”

É… Já se faz tantos anos. E no fim… acho que perdi a hora afinal.

Palavras de Cetim

chiuchi

Galera.. Seguinte.. Eu Adoro temas intensos ~~
Por isso estou postando esse texto delicioso da Ingrid, que eu mal conheço como pessoa, mas que adoro acompanhar suas letras..
Estes textos, sinceros, que só podem ser escritos por inspirações espontâneas são os melhores! E ela sabe ir fundo em seus temas.

Por: Ingrid Chiuchi

A gente se apaixona do dia pra noite, de repente, do nada.

No farol enquanto o sinal não abre, nos transportes públicos diários até chegar ao seu destino, pelos atores de TV em seus papeis de galãs.

A gente se apaixona da noite pro dia, de repente, do nada, pelo moto boy da pizza na zero hora, pelo desconhecido na rua que te faz tropeçar, pelo amigo do amigo que você só conhece por fotos, pelo colega de trabalho pelo qual você acorda mais cedo para passar rímel.

Ah, a paixão, se eu pudesse descrevê-la, e dizer quanto brilho traz à vida; esses sentimentos arbitrários, que vem e vão, que faz palpitar o coração por algum tempo, mas daqui alguns instantes tudo volta ao normal, que logo passa; a brisa leva, o coração acalma, o sangue esfria, mas no outro dia o coração está ali, intacto, sem feridas.

É só uma paixão, assim que amanhece o dia, fica tudo bem, e ela está pronta para se apaixonar de novo!

Nota Pessoal: Ingrid, acredito que, do nada, me apaixonei por você ❤

Dúvida, Amor e o Fim em 3 partes II

Por: Maurício Lahan Junior

I –

Eu não gostava de você,
Não de início pelo menos,
Mas você persistiu, e veio até mim.

Eu gostava de outra pessoa
Não gostava de você
Mas eu queria gostar.

Tanto quanto poderia
E de olhos fechados me entreguei.

II –

A gente se olhava fixamente,
Fora a nossa primeira noite,
Quente e intensa.

“Quer namorar comigo?”
Você sempre tomando o primeiro passo,
E aceitei sem pensar duas vezes.

Fui feliz…
Como pensava não ser possível outra vez.

III –

Eu nunca entendi seus motivos
Talvez você não tivesse motivos
Nem mesmo para continuar.

Eu só pedi para você ser sincera
Mas você foi fria e evasiva,
Disfarçou e enrolou.

E todas as palavras e promessas
Foram-se como vento.

Eu te encaro nos olhos, e você sorri

cz

Por: Mauricio Lahan Junior

PS: Da um Play la embaixo antes 😉

“Vai lá e diz tudo pra ela”

Foi numa mesa bonita, em um local bem confortável, que um amigo me deu um conselho. Me pergunto se conselhos óbvios são realmente conselhos ou se são apenas parte do processo. De qualquer forma pouco importa, eu me decidi e fui, fiz.
Começa com o café amargo que tomei pela manhã. Mentira. Se passava das 13 horas quando acordei. O café era amargo tanto quanto as palavras que estavam passando pela minha cabeça desde o dia anterior, quando recebi o conselho que contei a cima. Mentira. As palavras eram doces, mas as respostas que imaginei para elas eram tristes… Amargas. É mentira dizer que isso começou no dia anterior. Começou muito antes. Num momento que não sei dizer qual, nem precisar o dia, ou as horas. Mas já faz um bom tempo. Tempo o bastante para eu nem lembrar quanto!
Mas aonde eu estava? Sim no café! O dia todo seguiu desta forma, dando voltas nas mesmas palavras. Uma mudança no roteiro aqui, outra ali, buscando qual a melhor forma de dizer, adivinhando qual seria a resposta.
Ela chegou, despreocupada, sem se aproximar muito, afinal eu estava dando um gelo nela nas ultimas semanas. No fim da aula lhe convidei para uma Cerveja. Duas garrafas de coragem era o que eu precisava, ou pelo menos no que eu acreditava. Ela deu risada. A noite toda. Como a muito não fazíamos. Uma risada só dela, livre, solta, natural, daquele tipo de riso gostoso que você pode escutar a vida toda sem enjoar  te convidando para sorrir em uníssono. A conversa fluiu, como se não houvesse tempo, e não importa quantas vezes os celulares em cima da mesa vibraram, a eles não demos nenhuma atenção. Um momento em que existia apenas nós dois. E já se faz um bom tempo, o bastante para eu nem lembrar quanto, que para mim só existe ela.
As duas garrafas não foram suficientes naquele momento.
Fomos embora do lugar. Mas as risadas e as conversas continuaram. Parecia que tínhamos assuntos de anos atrasados.
Eu estava com tudo pronto na cabeça, e fui me decidindo desta forma:
“Eu falo durante a aula” e depois “Eu falo na mesa do bar” e mais para frente “Eu falo enquanto estivermos indo embora”.
Mas nada. Como um iniciante de palco com medo de esquecer o roteiro na cena principal, ou talvez, medo da reação de seu publico. Talvez a mescla dos dois.
No final, tomei a decisão, e fui, fiz… Antes da despedida. Pedi cinco minutos. Mas era outra mentira, pois durou cerca de quinze. Eu acho. Quando estou com ela o tempo fica em segundo plano.
Lhe disse o tudo. Sobre as dores, as palavras, a esperança, o sentimento e sobre o coração. Sobre como ele se agitava quando ela estava perto. Contei sobre como meus olhos se fixavam em cada detalhe, de cada gesto. Falei sobre como ela é linda e o quanto eu me importava com ela.
Vi que seus olhos se encheram, e de forma tao doce ela disse “eu gosto tanto de você”.
Mas não houve um final feliz. Não foi amargo. Trouxe um alívio, sem surpresas.
E por enquanto… Por um bom tempo, o bastante para eu nem saber dizer quanto, vamos manter assim. Distantes.