Maturidade

tempo

Maturidade tem haver com o poder de enxergar a realidade e deixar de lado a fantasia.

É triste enxergar mais os tons de cinza ao invés de poder brincar entre as cores, não exatamente o preto no branco isso seria depressão. Mas assim como chocolate meio amargo é possível apreciar aquilo que não é doce.

Ser Maduro é ter passado, como nas frutas, pelo seu desenvolvimento para logo começar sua putrefação. É já ter caído da arvore e carregar consigo as marcas da queda. Não ter mais a sombra e a proteção das folhas, a segurança dos galhos e a alimentação vinda da Mãe arvore. Ser obrigado a arrancar suas sementes de dentro e faze-las cavar raízes profundas.

Quando deixamos de nos importar com palácios e os mais belos e grandiosos cenários iluminados, cheios de ouro e preços, podemos aprender a apreciar o quanto é bonito o canto de um único pássaro e o quanto este canto vale mais a pena do que qualquer arranha-céu erguido. Aprendemos que o prazer da brisa numa manhã de sol é mais agradável do que qualquer toxina intravenosa que seu dinheiro pode pagar.

Maturidade é quando percebemos que o riso dado com alguém é muito mais gostoso do que quando rimos de alguém. Deixar de lado mesquinharias, sabendo se colocar no lugar do outro é nobreza. Preferir aprender com alguém ao invés de querer se impor a ela é sabedoria.

Eu ainda tenho muito a amadurecer e não posso me esquecer.

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A dificuldade de escrever um Conto.

Aaaaaarrrrrgghh!!

Como escrever um conto é difícil! Você passa horas na frente do teclado e nada sai. Você escreve e escreve e tudo parece um lixo. Tem preguiça de ler o que escreveu e suas melhores ideias surgem quando se está amassado no metrô indo pro trabalho.

Parafraseando Haruki Murakami, digo que existe um certo limite para que se pode escrever para alguém como eu que está mais vendido a um escritório do que disponível para aquilo que gosto.

Mas nada disso em si serve de desculpas. A melhor forma de se escrever um conto é justamente escrevendo. Mesmo que seja uma frase por dia. Escreva, escreva e escreva mais e mais. Se ficar um lixo escreva de novo. Faça 100 contos horríveis se for preciso para que 1 deles saia bom.

Essa é a ideia! O trabalho duro pode superar até mesmo uma mente genial. E esse vai ser meu mantra. Eu revivi o Crime Sem Castigo para justamente escrever, seja para o que for e pelo que for. Não tenho nenhum tema central mas espaço vai servir para que eu possa todo dia trabalhar com as palavras.

Espero que gostem dos meus conteúdos e que concordem comigo sobre o essencial para se produzir um conto. Vou continuar escrevendo todos os dias e espero que um dos melhores dias ainda chegue até mim.

Trainspotting – Monólogo I

“Escolha uma vida.
Escolha um emprego.
Escolha uma carreira – escolha uma família!
Escolha a porra de uma TV grande!
Escolha uma máquina de lavar, carros, disc-man, abridora de latas eletrônico.
Escolha uma boa saúde, baixo colesterol, plano de saúde dentária.
Escolha parcelas fixas para pagar.
Escolha uma casa – escolha seus amigos!
Escolha roupas, acessórios.
Escolha um terno feito do melhor tecido.
Escolha bater uma punheta num domingo de manhã pensando nessa merda de vida.
Escolha sentar no sofá pra ficar vendo programas de auditório, comer um monte de porcaria e acabar apodrecendo.

E no fim do caminho escolha uma família e filhos que vão se envergonhar de você por causa desse sentimento egoísta de que você o pôs no mundo pra substituí-lo.
Escolha o seu futuro.
Escolha a vida.

Por que eu iria querer algo assim?

Eu escolhi ‘não escolher a vida’. Eu escolhi uma outra coisa.

E os motivos? Não há motivos.

Quem precisa de motivos quando se tem heroína?”


Me preparando para assistir Trainspotting 2 ~~

Creep – II

When you were here before
Couldn’t look you in the eyes
You’re just like an angel
Your skin makes me cry

You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You’re so fucking special

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here

I don’t care if it hurts
I wanna have control
I wanna a perfect body
I wanna a perfect soul

I want you to notice
When I’m not around
You’re so fucking special
I wish I was special

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here

She’s running out the door
She’s running out
She run, run, run, run
Run

Whatever makes you happy
Whatever you want
You’re so fucking special
I wish I was special

But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here
I don’t belong here…

Sobre Ser Vegetariano

vaquinha-feliz-leite

A uns 7 anos eu parei de me alimentar com Carne. Seja qual for. Ainda me alimento de outros derivados como Leite, Mel e Ovos.

Não vou tratar aqui sobre motivos pelos quais deixei de parar de comer Carne e nem mesmo debater se vale a pena ou não.

Quero falar sobre como é ser uma pessoa que não come Carne. Olha só, é muito bom! A Parte que tem haver com você simplesmente deixar de comer algo e ser feliz por isso. O que fode a vida é o resto do mundo que tem por algum santo motivo o imenso desejo de te fazer se sentir mal por isso.

Cara, um vegetariano não sente falta de churrasco, não precisa perguntar milhões de vezes. Um vegetariano não quer saber da sua indignação e nem mesmo que você o admira mas que não consegue ser igual. Serio a gente se sente muito mal quando chega em um lugar e alguém diz “Quer que eu frite um Ovo?”. Sabemos que é por boa intenção, mas se a gente recusa então não precisa ficar marretando, sabemos que 99% do mundo se alimenta de carne e não vamos sair de casa sem comer algo para se arriscar em passar fome na rua.

Aquelas piadas também não tem graça nenhuma. A gente se sente mal quando vocês dizem “A gente poderia comer um Hambúrguer mas fulano não come carne e ferra nossa vida! Volta a comer carne meo“. Ninguém gosta de ser o Peso do Rolê.

Resumindo. Eu sei que é chato pra caralho aqueles militantes que querem te forçar a parar de comer carne e ficar postando e mostrando videos de animais sendo abatidos. Mas velho, pra cada 1 vegetariano chato existem centenas de milhares de carnívoros inconvenientes. Então por favor, não seja igual a essas pessoas.

#PAS

Krishna

Krishna

– Neste momento decisivo, ó Arjuna, por que te entregas a semelhante desânimo, indigno de um Ariano, e que te fecha os céus?
[…] Andas triste por algo que tristeza não merece – e tuas palavras carecem de sabedoria. O sábio, porém, não se entristece com nada, nem por causa dos mortos, nem por causa dos vivos.
[…] Quando os sentidos estão identificados com objetos sensórios, experimentam sensações de calor e de frio, de prazer e de sofrimento – essas coisas vêm e vão; são temporárias por sua própria natureza. Suporta-as com paciência!
Mas quem permanece sereno e impertubável no meio de prazer e sofrimento, somente este é que atinge imortalidade.
[…] Perecíveis são os corpos, esses templos do espírito – eterna, indestrutível, infinita é a alma que neles habita. Por isso, ó Arjuna, luta!

-Krishna; Bhagavad Gita –