Cigarro

fumaca-cigarro

A que ponto meu Deus?!
A que ponto pude chegar?

Cresceu, em mim, um coração!
Feito apenas de sentimentos
Que em todas as noite quase morre de Desejos.

Ao provar tantas Saudades
De noites em abraços
Sentindo o cheiro do seu cigarro

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Haruki Murakami

Haruki-Murakami

“Se você estiver procurando arte e literatura, o melhor é ler os gregos. Porque, para criar arte de verdade, é indispensável um regime Escravocrata. Como na Grécia antiga: os escravos arando os campos, preparando a comida, remando os barcos e, em meio a eles, os cidadãos absortos na poesia, dedicados à matemática. A arte é isso.

Há um limite para o que pode ser escrito por um sujeito que vasculha a geladeira na cozinha às Três horas da manhã enquanto o mundo Dorme.

E é esse o meu caso.”

– Ouça a Canção dos Ventos; Haruki Murakami.

Rumo.

=p=p

Eu perdi o Rumo!

Sim.. Todos os dias eu perdi meu rumo por sua causa.

Todas as vezes que você me manda mensagens com frases de efeito no meio da madrugada eu engasgo e perco o ar.

Todas as vezes em que você diz coisas que eu nunca me preparo para ouvir, automaticamente se forma um sorriso bobo no meu rosto.

Sempre que o telefone toca, e vejo seu numero na tela do celular, é como se uma injeção de adrenalina me fosse injetada diretamente no peito.

Sempre que escuto o som da sua risada arranhada – ahhh esse riso engasgado – eu subo até as mais altas nuvens de tão doce som que sua voz possui.

E como é bom passar eternos momentos imaginando o aroma do seu perfume… O gosto da sua boca… O sabor da pele de seu corpo.

Não há um dia que não me perco em mim mesmo pensando em você.

A Necessidade de Ser Necessário

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Câncer!

Está aí o melhor signo do Zodíaco. Por uma certa coincidência esse também é meu signo. Sorte a minha não? Talvez.

Em um tempo recente estive tendo uma conversa com uma pessoa muito especial sobre signos. Ela de Aquário, representando um bom pedaço do inferno no meu universo, e eu Canceriano, sendo a pessoa mais especial do cosmo.

Em nossa busca por aspectos e informações chegamos a uma ideia que ficou muito em minha cabeça. “O Canceriano tem a necessidade de ser necessário”.

Puta que pariu. Uma bendita pequena frase que me fez perder noites em devaneios. Sim, acredito que nós cancerianos mais do que qualquer outro signo, sinta a necessidade de ser necessário.

Porém não acredito que em toda a criação essa dádiva tenha sido oferecida apenas para os filhos de Julho. Tenho absoluta certeza que todos nós, em maior ou menor nível, sentimos a necessidade de sermos necessários para algo ou alguém.

E cara… Isso é foda.

Quando sinto que não sou necessário bate uma bad como se me tornasse uma figura simplesmente figurativa onde na qual sou indiferente para aquilo ou aquela pessoa. Talvez seja nisto que está o segredo daquelas pessoas que são atraídas apenas por pessoas que as desprezam.

Talvez seja algo natural do ser humano saciar esse desejo de ser necessário. Essa ideia é assustadora, pois nos direciona a uma linha de pensamento onde fazemos algo por alguém para que possamos alimentar tal sentimento e justificar nossa importância e valor.

Percebi que esse é um ponto alto de desequilíbrio meu, pois não necessariamente preciso ser altamente necessário na vida de alguém para que eu possa ter algum valor ou para que alguém possa sentir apreço por mim. Chega a ser triste como é ruim se  sentir indiferente e desnecessário simplesmente por que alguém não faz tanta questão sobre você.

Será que eu considero todas as pessoas ao meu redor necessárias? E será que alguém espera que eu a considere necessária?

Não sei. Mas acredito que o melhor é deixar de lado a preocupação em ser necessário. Isso se torna quase um vicio! Afinal, se você por acaso algum dia precisar viajar para outro país e começar uma vida nova, ou se aquela pessoa especial estiver vivendo o mesmo exemplo como você ficaria? Vai desistir da vida e se matar? Acredito que não. Então não devemos cobrar de nós mesmo essa necessidade de sermos necessários. Devemos apenas fazer o melhor para sempre contribuir na vida dos outros e deixar que esse processo se torne algo natural e não forçado. Assim tenho certeza que poderemos criar vínculos e laços mais verdadeiros e menos egoístas.

Ainda assim… Para um Canceriano é muito difícil não ser necessário, geralmente quando isso acontece o Caranguejo se afasta e entra dentro da areia, depois dificilmente é visto novamente (:

PS: Aproveitem a foto do Caranguejo Amigo (Saudades Praia) ~~

Universo que não percebemos (2): Fazer menos do que podemos.

Heyy oohh!

Todo mundo ligado nas informações, símbolos e sinais que nosso universo nos apresenta?

No ultimo post eu comentei sobre a questão de “A Ajuda que Pedimos mas não queremos Receber”.
Hoje a ideia é trabalhar com outra forma de sinais que surgem de forma tão natural, que nos incomoda e que dificilmente queremos encarar como símbolos e avisos positivos. Tendemos sempre a ter uma impressão negativa sobre o assunto.

Fazer menos do que podemos. Acredito que a maioria das pessoas deve sentir e viver isso. Seja talvez por estarmos sempre em constante desenvolvimento e aprendendo que podemos sempre nos superar e fazer cada vez melhor.

Vou tentar como no outro texto dar um exemplo para ficar mais claro. Imagine que vc se formou na faculdade. Estudou anos e anos de sua vida. Chegou o dia em que teve em mãos seu fantástico diploma ou certificado de conclusão de seu curso. Porém você é o tipo de pessoa que não entra de cabeça na correnteza do mercado econômico e acabou escolhendo um curso mais “peculiar”. Muitas vezes acabamos não encontrando espaço dentro e fora de nós para exercer aquilo que queremos. E na maioria das vezes temos medos e receios de exercer aquilo que nos deveria ser essencial. Afinal há um motivo para ter escolhido aquilo como forma de expressão de sua funcionalidade social. Então você termina sendo uma pessoa formada em Artes, Ciências sociais, Professor(a) de Química, Escritor(a), Musico, enfim, sentado num escritório exercendo a função de assistente administrativo ou caixa e vendedor de loja de roupas no Shopping. Há algum problema em exercer tais profissões? NÃO!

O problema não está numa questão de humildade. Mas é geralmente neste momento que começa a surgir em seu universo diversas pessoas lhe dizendo coisas do tipo: mas você é muito inteligente para ser Atendente de loja ou caixa de Mc Donalds. Por qual motivo você faz serviço de diarista se já é formada em Pedagogia?

São centenas de exemplos, em vários níveis e planos da nossa vida, diferentes.

Obviamente todos esses comentários, mesmo que sem a intenção, acabam carregados de uma alta carga de preconceitos. Mas é importante tentarmos enxergar o que para nós pode ser útil ou valioso ao receber tais comentários. Por que deixamos de ser um Músico de Bar para vendermos 9 ou 10 horas de nosso dia num escritório enquanto fazemos um curso online de Administração ou TI para ganhar dinheiro, por exemplo? Obviamente por que temos interesses de consumo, preocupações e responsabilidades que necessitam ser saciadas, porém acabamos  por deixar nossas necessidades essenciais de lado muitas vezes por justamente termos medo de não conseguirmos lidar com tantas problemáticas do cotidiano.

Nossos medos são todos partes de nosso Ego. E muitas vezes quando alguém nos diz “Mas você não deveria estar fazendo isso” devemos pensar além de um preconceito social e entender que possamos estar recebendo um símbolo de nosso universo nos avisando “Você não está agindo de forma verdadeira, não está expressando seus desejos íntimos e essenciais, por que você aceita essa situação conflitante?”. Obviamente teremos muitas respostas para o nosso universo pessoal, mas isso não significa que muito dessas respostas deixam de ser apenas medos que temos. Medo de não ser o melhor naquilo que acreditamos, medo de não sermos capazes de ser aceitos na sociedade como queremos, medo de não conseguir pagar as contas ao fim do mês ou trocar de carro na virada do ano. Com isso acabamos vivendo vidas que não escolhemos e em certo momento simplesmente tudo trava em nossa cabeça um vazio preenche nossas mentes e uma simples pergunta surge “O que é que estou fazendo da minha vida?”.

Na maioria das vezes temos o Medo de nós mesmos. De não sermos capazes de fazer o melhor… De termos um futuro frustrante e arriscado. O ideal é trabalhar esse medo e tentar perceber quando o universo nos avisa que estamos tomando um caminho que não seja o de nossa Verdade.

Então antes de muitas vezes pensar “Você não sabe o que eu tenho que aguentar para estar aqui” quando imagina que alguém esteja te julgando, pense duas vezes se neste momento o seu universo não está tentando conversar com você e colocou justamente aquela pessoa para lhe provocar e instigar a pensar em por qual motivo você insiste em agir contra a sua própria verdade.

Aprenda a conversar com seu universo! Pois tudo que entra em sua vida é obra e responsabilidade de sua própria vontade.

Q.F.

Cinco segundos e o que vem depois…

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Publicado também em Outras Estorias

O farfalhar das teclas incomodava. Aliás, quando não incomodou. O lapso temporal entre a intenção, as relações neurais, os eletrochoques e a ação motora é quase instantâneo. Como é que tudo pode ser tão acelerado? Antes mesmo de concluir o pensamento, a palavra já migrou do mundo analógico, que chamamos de real, para um ambiente gasoso, invisível, que apelidamos de internet. Isso sim é magia.

Em menos de um segundo, um simples desejo se materializou em ação, escorreu entre os dedos e se transformou em um oceano binário, que explodia em luz na tela do computador. Era mais um dia de digitação pesada para Melquíades.

Mal lembrava-se como era escrever à mão. Sustentava cada clique e campainha – eram muitas, uma de cada rede social – com uma reação distinta. Do assovio, levantava apenas a sobrancelha; da campainha, apenas sorria; quando soava o clique, apressava-se para visualizá-la. Com a maestria de um Mozart, comandava essa verdadeira sinfonia de ruídos com as pontas dos dedos. Cansou-se. Era um sinal do corpo de que aquilo se esgotara.

Prestes a entregar os pontos, sentiu os ouvidos arranharem mais uma vez. Assim que o relógio alcançou a décima segunda unidade de tempo, dissipou-se a sua angústia, ao menos por alguns instantes. Após longas e intermináveis horas, a vida desenrolava-se, mesmo aos poucos, para que pudesse tornar-se algo. Até então, ao menos nesse dia, fora somente objeto.

Respirou fundo a poluição da cidade e sentiu-a rasgar suas narinas assim que colocou os pés na rua. E arrastando-se, continuou até que um pingo d’água lhe atingisse o nariz. Espanto. E novamente o cérebro trabalhando. O simples contato inesperado entre elemento e elementar produziu uma onda generalizada de tremores e formigamentos em todo o seu corpo. O cheiro da chuva se destacou dos demais.

Sem que pudesse se dar conta disso, o seu sistema nervoso acelerou seus batimentos cardíacos. Outro choque e o sistema límbico gerou uma resposta imediata ao organismo. Com isso, noradrenalina e serotonina são liberadas e jorram com destino certo. Ao receber o estímulo, o sistema nervoso independente contrai e estressa as glândulas em questão. Uma lagrima escorre pela bochecha, atravessando ligeira a barba mal feita.

O que se nota a seguir é uma profusão de água, que se mistura, quase instantânea, quando o céu desaba sobre o homem inerte à beira da calçada. Não se sabe se a tempestade vem de dentro ou fora. O que se pode ter certeza, além das inúmeras certezas absolutas que qualquer um pode ter, é que ele fora tocado pela liberdade. E, para isso, não há remédio.

Foi em 1 de Junho de 2012

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Por: Mauricio Lahan Jr

* Aquele Play bacana la embaixo 😉

-Cade seu RG?

-Eu não trouxe!

“Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor”

Era assim. Totalmente imprevisível!

-Mas relaxa que a gente da um jeito de entrar de qualquer forma.

A casa estava cheia. Afinal os barbudinhos não tocavam mais juntos a muito tempo. Era o tipo de evento que você tinha obrigação de ir, pois talvez não houvesse outra oportunidade.

“E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena”

Fomos até o bar. Pedimos uma Heineken e uma dose de Whisky, puro apenas com gelo. Voltamos ao meio do povo. Eu sorria, igual um idiota, para tentar relaxar. Pode parecer estranho, afinal tínhamos anos de amizade, mas eu ainda ficava meio sem jeito perto dela. Não sabia exatamente o que estava pensando, mesmo sempre me dizendo que eu a entendia como ninguém.

“Ah, vai
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar”

A música era a melhor possível! Algo que estava em nós dois. Que nos fazia viajar longe. Que nos separava do resto do mundo.

Não me lembro bem se foi eu quem a puxou ou se foi ela que me enlaçou.

“Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê, deve não ser
Você me falou pr’eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor”

Mas sei que estávamos bem juntinhos. Olhares fixos e sorrisos largos. Sentindo nossa respiração. E, sem ter como explicar, o lugar pareceu tão vazio. Só havia a musica. Cantávamos em nossas bocas. Aquela musica…

“Ah, vai
Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona
Pra te acompanhar”

É… Já se faz tantos anos. E no fim… acho que perdi a hora afinal.