A solução para o Estado é o fim do Mesmo?

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@CrimeSemCastigo

Bjs ~~


Em “O Estado e a Revolução” de Vladimir Ilitch Lênin temos uma obra inteira voltada a discutir formas e meios de como a classe trabalhadora deveria romper e quebrar o Estado chamado Burguês, ao mesmo tempo em que o autor debate o que ele considera como deformidades das ideias e teorias de Karl Marx.

O livro é repleto de explicações e esclarecimentos segundo a visão de Lênin sobre o ideal de comunismo e o fim de meios de organização social como o Parlamentarismo, Republica ou qualquer outro meio que não seja uma divisão ampla da sociedade em Comunas.

Mas até ai vamos ignorar o final e pensar um pouco sobre o Meio. Toda a base da leitura é baseada que só seria possível chegar aonde Lênin, ou melhor Marx, teorizou se acaso houvesse uma quebra do modelo de Estado no qual vivemos. Será que a solução do Estado é justamente a quebra do mesmo?

Para que serve o Estado? Devemos partir da ideia de que o Estado existe para organizar a sociedade em sob um conjunto de Leis que possam delimitar os “direitos e deveres” de cada cidadão além disto determinar como vamos eleger lideranças que tem como dever a manutenção dessa organização de uma forma sadia para aquela cultura ou civilização.

Obviamente a concepção de “Estado” não tem uma ideia primordial. A organização social foi criada de forma natural e não idealizada, desenvolvida a partir de necessidades primordiais para a sobrevivência da espécie. O que futuramente podemos considerar que foram idealizadas seria as formas do Estado. Isso sim é especificamente diferenciado de sociedade para sociedade e de tempos para tempos.

Ninguém pode dizer o que será mais viável ou terá maior chances de “Sucesso” mas a questão em sí é que a própria história nos prova que o modelo de estado não é certo e nem eterno. Ele pode e deve ser quebrado diversas vezes para se construir novas tentativas de avanço do que poderíamos considerar desenvolvimento Humano.

Muito provavelmente a Obra de Lênin pode vir a estar um tanto ultrapassada, há muitas ideias dentro do livro que muito provavelmente já foram superadas, porém devemos não enxergar um manual cego do que obrigatoriamente devemos fazer, mas sim uma sugestão para uma nova ideia de Estado. E que isso nos inspire a pensar que o Estado pode e deve ser dissolvido de tempos em tempos em nosso processo Histórico. Não podemos simplesmente aceitar as coisas como são e duvidar de que mudanças grandes possam acontecer.

Precisamos estar de mente aberta a entender que o tempo histórico cria mudanças radicais na sociedade humana e que isso é natural.

Talvez todas essas tentativas ideológicas do que se classifica como esquerda, comunismo ou socialismo podem mesmo findar ao erro. Mas não muda o fato que vivemos numa sociedade completa de inversões de valores e cheias de injustiças, onde a maioria da população global vive em miséria.

Um estudioso do desenvolvimento infantil chamado Lev Vygotsky refletiu sobre a seguinte questão: Se uma pessoa na idade média morre por uma doença que não tem cura, então sua morte foi natural. Se uma pessoa morre pela mesma doença após a humanidade criar uma vacina então sua morte foi uma escolha social.

Podemos muito bem ampliar esse pensamento a outros campos como a fome por exemplo. E devemos refletir profundamente se vamos escolher ser omissos e permitir que as contradições do sistema continuem existindo e gerando diversas crises, ou se vamos ter coragem de produzir e debater novas ideias, para uma nova concepção de ordem Social.

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