FORA TEMER! E depois?

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Primeiramente Fora Temer!

Em segundo geralmente está o Aecin.

Em terceiro vamos ao tema do post.
Nos últimos tempos a política brasileira na internet produziu 3 grandes massas de Escândalos, Textões e Memes. De certo o que ficou bem claro é que com todas as nossas diferenças ainda sim a população brasileira concorda que nosso presidente ou deve sair ou não deve ficar. Mas, se há uma insatisfação generalizada com a política nacional além de inúmeras denuncias e processos voltados contra Temer neste governo, por que então ele ainda se mantém no poder?

Muito provavelmente por termos uma cultura de organização político-social fragilizada. Nós temos a consciência – até mesmo por que sentimos “na pele” –  que nosso modelo político é totalmente deteriorado. Porém, numa escala de grande massa, não temos a bagagem ideológica ou teórica para criticar e, o mais importante, projetar um novo modelo que atenda nossas necessidades como sociedade. Assim nossa população consegue criar um movimento de luta contra a má gestão política mas não tem força de movimento para se organizar e criar um projeto de nação.

Nós não debatemos Metas!

Veja, hoje a sociedade brasileira não tem de forma clara e palpável nossas metas como nação. Qual é o plano nacional para a Educação até 2024? O que queremos alcançar até 2030 com a Saúde publica? O que esperamos sobre o índice de casa própria por pessoa até 2026?

Dormimos e acordamos todos os dias olhando para os jornais esperando que o Dólar caia e a Bolsa suba e resumimos todos os problemas nacionais focados numa formula econômica simples, que em muito pouco representa e expressa a real situação do país.

Além de lutar e combater os problemas politicos nas redes sociais ou nas ruas nós temos de ir além e tomar um passo mais a frente. Devemos começar a desenvolver uma politica que possa respeitar nossa opinião e ideias. Enquanto deixarmos que Eles pensem por nós nunca teremos um modelo político saudável e de qualidade.

Temos de mudar nossa forma de pensar e deixar de lado a ideia de que Basta votar e a partir disto nossos políticos devem pensar por nós. Eles devem levar ao debate nossas opiniões e desejos e não tomar toda e qualquer decisão sem realmente levar em conta nossa opinião. Precisamos vivenciar e participar mais de nossa política nacional.

Hoje o nosso cenário nacional se encontra num momento muitíssimo frágil. Pois nós queremos derrubar um presidente mas não temos clareza em quem colocar no lugar – não vou ignorar aqui o favoritismo de Lula, mas o mesmo está sujeito a qualquer momento em se tornar ilegível como opção. Assim sendo precisamos para de esperar para ver o que vai acontecer, tomar decisões precipitadas, tal como apoiar a queda de Dilma, sem olhar para consequências, já que a aprovação de Temer é menor do que o da Ex-presidenta – sem levar em conta no fato de votar em Dilma sem se preocupar com ter Temer de Vice.

Precisamos urgentemente parar de criar guerras mesquinhas, cair na sedução do atraente comportamento de criticar tudo e a todos sem nenhum tipo de reflexão e de divinizar figuras políticas ou partidos. Precisamos discutir de forma sóbria nossos problemas sociais, nos identificar como sociedade, como um único organismo vivo e precisamos urgentemente criar um modelo de projeto de nação com metas claras do que desejamos para os próximos anos.

Se tivermos claro isso, logo não teremos dúvidas de como moldar e escolher os rumos de nossa política.

É Lula lá de novo?

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Mais um Data Folha em que Lula Lidera nas pesquisas. Mais do que isso amplia seu favoritismo.

Agora devemos esperar que ainda esta semana saia mais uma nova ação da Lava a Jato na tentativa de prender ou inviabilizar a candidatura de Lula.
Pois me pergunto, para que tantas pesquisas um ano antes das eleições? Se não me falha a memoria já é o segundo ou terceiro Data Folha antes mesmo da metade de 2017.

Na minha visão já é certo para a população o favoritismo de Lula, ideia expressa tendo em vista o resultado das pesquisas. Favoritismo esse que só poderá ser mudado a longo prazo ou durante os debates e campanhas eleitorais de 2018. Não vejo motivos para se criar tantas pesquisas presidenciais um ano antes do período de campanhas a não ser um: Sinalizar a Oposição.

Após cada pesquisa grande que demonstra a liderança na opinião publica por Lula a oposição se movimenta de alguma forma, principalmente utilizando a Lava Jato. Não vejo mais sentido em grandes jornais como a Folha de gastar recursos extensos para criar pesquisas de três em três meses, sendo que já se tornou OBVIO a intenção publica de Voto.

Em algumas entrevistas Ciro Gomes – que também está na disputa presidencial – sinalizou que a oposição fará de tudo quanto possível para inviabilizar a campanha de Lula, deixando a ideia de que o intuito não é necessariamente prende-lo mas impedir que possa se eleger em 2018.

Realmente vivemos um período politico muito confuso. A sociedade não tem a menor ideia de um projeto nacional de desenvolvimento e está se apegando cada vez mais a figuras icônicas que fazem sua representatividade por sua imagem, isso fica claro quando observamos Bolsonaro em segundo lugar nas pesquisas e Sergio Moro em quarto lugar. Mesmo elegendo Lula ainda sim a grande massa politica do Congresso e do Senado poderá faze-lo oposição criando assim mais um cenário controverso de um novo Governo Petista.

Espero sinceramente que a sociedade não veja a figura de Lula como um salvador, que resolverá todas as questões econômicas e sociais do país. Que a visão publica possa se interessar e se importar em eleger um congresso e senado coeso com o projeto presidencial e que assim possamos avançar em um novo ciclo que possa desenvolver nosso país.

Acredito que um novo governo de simpatias entre Burguesia e Trabalhadores não seja a solução, mas por falta de melhores opções que venha Lula novamente.